Aborto

feto..O aborto é uma invenção dos nativos das ilhas do Pacífico Sul que o idealizaram única e exclusivamente com o intuito de ofender a Deus (Nosso Senhor), quando o canibalismo e os sacrifícios humanos se banalizaram e deixaram de escandalizar o Altíssimo.

Com a chegada dos primeiros exploradores europeus, vieram os missionários cristãos que trataram de os endoutrinar devidamente, fazendo-lhes ver que aquela mania de irritar uma entidade sobrenatural com poderes absolutos sobre toda a criação não era grande ideia e até podia acabar mal. Como resultado, o aborto acabou por ser gradualmente substituído na lista de passatempos dos ilhéus pelo râguebi e com resultados promissores. No entanto, para evitar recaídas, é proibida a inclusão de mulheres grávidas nas equipas, não vá o diabo tecê-las. O diabo ou a divindade primitiva específica de cada ilha com maior inclinação para a tecelagem.

Com o passar dos séculos e consequente evolução da Humanidade, o aborto foi caindo em esquecimento, chegando ao ponto da extinção, à semelhança do que sucedeu com outras práticas condenáveis como a escravatura, a intolerância religiosa, a guerra e o crime.

O advento da Revolução Industrial fez com que a valorização da máquina e negligência do humanismo cristão provocassem um infeliz ressurgimento do aborto que passa a ser praticado em massa e de modo mais cruel do que até então. Em 1887, nas terras altas da Escócia, um inventor de nome Alan Shephard, regista a patente da primeira abortadeira a vapor, terrível engenhoca que possibilita a realização de abortos em série com efeitos catastróficos de poluição moral. A primeira fábrica de abortos abre em 1893 em Edimburgo mas cedo se vê convertida numa linha de montagem de pioneses por razões exclusivamente de logística.

Hoje em dia, o aborto perdeu a sua vertente industrial mas mantém o aspecto lúdico, continuando a ser praticado por algumas mulheres desejosas de experimentar as alegadas sensações provocadas por uma interrupção da gravidez e que muitos comparam aos efeitos do LSD. Os cientistas não conseguem chegar a um acordo a esse respeito mas é provável que o aborto vicie e que a mulher que faz um não resista a fazer mais e mais, até começar a vender o corpo, roubar bens alheios e arrumar carros (nessa ordem) para pagar a parteiras clandestinas. Outro elemento contra o aborto é o facto de as criancinhas abortadas reencarnarem como cantores pimba.

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