Contenção de despesas na RTP força fusão de António Vitorino com Marcelo Rebelo de Sousa

A estação pública de televisão procura reduzir o peso que representa nas contas do estado através de uma série de medidas de contenção de gastos recentemente anunciadas. Uma das principais, juntamente com a substituição de todas as retretes da sede por baldes ergonómicos, será a fusão dos seus dois mediáticos comentadores, António Vitorino e Marcelo Rebelo de Sousa, numa única entidade. O procedimento foi encomendado à mesma equipa de cientistas bielo-russos que, no ano passado, amputou ao apresentador Fernando Mendes dois dos seus estômagos, permitindo uma perda de peso considerável. Os dois visados acolheram a ideia de braços abertos, garantindo que a fusão não será prejudicada pelos seus ideais políticos distintos e que uma conciliação é perfeitamente possível até porque, acima de questiúnculas políticas estará a paixão que ambos partilham por aparecer na televisão. Confrontado com a possibilidade de demitir os dois comentadores, conseguindo assim uma poupança ainda maior, o presidente da RTP, Guilherme Costa, referiu que estes prestam um serviço público ímpar, satisfazendo a necessidade patológica dos portugueses de alguém que leia os jornais por eles e lhes diga o que pensar sobre cada assunto. Refira-se ainda que o comentador único resultante da fusão manterá dois orifícios anais, considerados imprescindíveis à fluidez do comentário.

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