Vicente Moura será o único integrante da equipa olímpica nacional nos Jogos de 2012

Depois de voltar atrás na decisão de deixar a presidência do Comité Olímpico de Portugal, admitindo recandidatar-se dois dias após ter anunciado o contrário, Vicente Moura manifesta agora o intuito ambicioso de ser o único integrante da delegação portuguesa nos Jogos de 2012 em Londres, participando em todos os eventos. Manifestando vigor invejável, o ainda presidente do COP acredita estar em condições de prometer entre sete e oito medalhas, conquistadas por si próprio, mesmo a anos de distância da próxima Olimpíada. “Tenho consciência de que já não sou propriamente um jovem,” refere “mas ainda me sinto muito capaz de dar alegrias aos portugueses, sobretudo nas provas de ginástica rítmica, modalidade para a qual revelei apetência desde os tempos de miúdo.” A decisão foi tomada após concluir que não pode confiar a outros o cumprimento das suas promessas de medalhas, ocupando-se pessoalmente de as conquistar. Quanto aos críticos que lhe apontam a impossibilidade de participar sozinho em todos os eventos, é claro: “Obviamente é apenas força de expressão. Não vou participar nos desportos de equipa e não conseguirei iludir os juízes em algumas das modalidades femininas cujo desempenho exija vestuário mais escasso.” No entanto, continua a insistir que a promessa de quatro ou cinco medalhas em Pequim não foi um absurdo e, depois da prata conquistada no triatlo por Vanessa Fernandes, não hesita em apontar a conquista do ouro por Nélson Évora como prova disso mesmo, tendo encomendado a uma equipa de matemáticos um estudo para provar que 1+1 pode ser igual a 4 em circunstâncias muito específicas.

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