Manuel Pinho considera economia portuguesa protegida da crise internacional por Nossa Senhora de Fátima

O ministro da Economia recomendou tranquilidade aos portugueses, garantindo que a crise financeira internacional não terá grandes efeitos em Portugal enquanto pudermos contar com a única instância que ainda vale ao país: Nossa Senhora de Fátima. Muitos sentir-se-ão alarmados ao constatar que apenas poderes sobrenaturais conseguem fazer algo por nós, mas a situação já se arrasta nestes moldes há décadas (mais século, menos século) e não haverá nisto qualquer novidade. Dada a garantia, Manuel Pinho refere como motivo adicional para o sossego dos portugueses o facto de não termos uma economia digna desse nome que pudesse ser grandemente afectada. “Em vez de economia, o que temos é contabilidade, como qualquer mercearia de bairro”, refere. “E essa contabilidade é tão segura como a do merceeiro da esquina que ainda faz as contas em cadernos de páginas quadriculadas que, por vezes, se colam umas às outras com resíduos de fiambre e hortaliça.” Quanto ao seu cargo algo paradoxal de ministro de uma suposta “Economia”, explica que as suas funções são basicamente anotar os governos estrangeiros que nos dão “ajudinhas” e garantir que os sabonetes, garrafas de vinho e cartões de agradecimento em cortiça são encaminhados para o destinatário certo. Depois deste anúncio da protecção da Virgem ao remendado bolso nacional, o Catolicismo registou subida na bolsa de Wall Street, ultrapassando o Islão, culto que teve um crescimento explosivo nos últimos anos. A compra do Xintoísmo pelo governo japonês para evitar bancarrota não teve ainda quaisquer consequências.

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