Bloco de Esquerda desmente recaída extremista com Sá Fernandes

A direcção do partido mais “in” do espectro político português desmentiu em comunicado oficial que o recente corte de relações com José Sá Fernandes constitua sinal de recaída extremista no passado político dos dirigentes e militantes de topo, muitos dos quais integraram movimentos de ideais pitorescos como o trotskismo, o maoísmo ou o pouco divulgado badarismo (doutrina baseada nos ensinamentos de Badaró, comediante luso-brasileiro recentemente falecido que era também líder proletário underground). No entanto, a nota não desmente que Sá Fernandes tenha sido convidado a discutir o seu futuro partidário num acampamento em Salvaterra de Magos, única autarquia governada pelos bloquistas. A Inépcia sabe que o vereador lisboeta se terá deslocado ao local, constatando que o acampamento estava rodeado por uma vedação de arame farpado e que a placa sobre a entrada ostentava os dizeres “Acampamento de Convívio Militante” apressadamente pintados sobre inscrição anterior dizendo: “Campo de Reeducação Política”. Quando lhe foi pedido que, por motivos de higiene, deixasse a roupa e os seus haveres à entrada, vestindo uma farda numerada e dirigindo-se para a caserna mais próxima da torre de vigia oriental, Sá Fernandes ter-se-á apressado a voltar para o carro, afastando-se à velocidade permitida pelo veículo Yugoque comprou em 1987 num mercado de Sarajevo e que terá pertencido ao marechal Tito. Até à data, o único ocupante deste peculiar acampamento continua a ser um vereador de Salvaterra, apanhado a oferecer um computador Magalhãesao filho e que, sob vigilância de um dos “comissários armados de folguedo político” garantiu estar ali por vontade própria e por gostar de choques eléctricos.

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