Igreja implora a imprensa desportiva que ponha fim a gracejos com Jorge Jesus

jorge-jesusResponsáveis da Igreja Católica apelaram hoje à imprensa desportiva portuguesa para deixar de fazer graças sobre a possibilidade de Jorge Jesus ser o próximo treinador do Benfica à custa do apelido do actual técnico do Braga. Desde que o assunto começou a ser referido, assistiu-se a uma sequência imparável de títulos com trocadilhos religiosos e fotografias alusivas em que Jesus (o do futebol) surge em posturas sugestivas de mãos postas ou braços abertos. “Começa a tornar-se francamente desagradável”, considera o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. “A Igreja tem sentido de humor, apesar de inúmeras provas em contrário, mas tudo o que é demais acaba por enjoar.” Agapito Perestrelo, porta-voz da Associação dos Jornalistas de Desporto reconhece que o assunto é delicado, mas não apenas para a Igreja. “É verdade que a Igreja se pode sentir incomodada, mas não o é menos que o nome de Jorge Jesus se presta a infinitos trocadilhos de índole religiosa e é sabido que os profissionais da imprensa desportiva são afectados por uma inclinação patológica para manchetes de duplo sentido,” explica. Se os jornalistas desportivos acedessem ao pedido da Igreja, ficariam por usar muitos trocadilhos religiosos, sendo óbvio que os melhores permanecem armazenados para utilização durante a época. A Inépcia teve acesso a alguns e, entre os mais criativos, refiram-se os títulos “Sermão da Montanha”, a usar num eventual estágio de pré-época da equipa encarnada na Suíça, ou “Deixai Vir a Mim as Criancinhas”, aquando da chamada de júniores à equipa principal. Mais complexa seria a utilização de referências aos apóstolos (exigindo que Jorge Jesus recrutasse doze adjuntos e que um deles se colocasse ao serviço do Sporting a meio da época) ou o título “Quo Vadis?” (Onde Vais?), questão colocada por Jesus (o da religião) a Pedro, quando este se preparava para abandonar a cidade de Roma, e que poderia ser aplicada a Pedro Mantorras, se este manifestasse o desejo de abandonar o clube. Uma eventual solução poderá passar pela opção dos encarnados por outro técnico de nome menos polémico, o que levaria a imprensa a abandonar o seu actual interesse por Jorge Jesus. Ainda sem confirmação, circula pelos bastidores do futebol o rumor de que a direcção benfiquista poderá estar interessada na contratação do conceituado técnico brasileiro Edson Maomé, conhecido pelos seus dotes de clarividência táctica como “o profeta”.

9 Comentários

  1. O Quo Vadis está a roçar o sublime académico e teológico =) desconhecia esta corrente de cultura bíblica no mundo do jornalismo desportivo, e desde já adiando que estou muitíssimo orgulhosa=) é todo um brio que me move a dizer o meu Portugal do desporto é culto e profundo!

    Nota: se todo o neo-pagão português se levantasse e tivesse direito a uma reportagem por se achar ofendido com o uso desmesurado da sua própria nomenclatura (pagão longe de ser algo profano é alguém que segue as divindades sacras da terra e das colheitas)…ui… façam o que temos feito até agora, aguentem-se e esperem que o tempo das fogueiras passe* =)

  2. Edson Maomé??? No Benfica não me parece…

    Aliás não foi D. José Policarpo que disse que o casamento com o um muçulmano era uma data de sarilhos?
    Além do mais devia ser giro ver a águia Vitória de burka.
    Hehehe!!

  3. Jesus que se preze tem de passar pelo seu calvário.
    Lá para o final da época, se não for antes, há-de ser “crucificado” pelos adeptos, ou não fosse o Benfica, como dizia o Toni, “um cemitério de treinadores”.

  4. Cátia Soraia diz:

    Doze adjuntos e uma madalena.
    Futebol faz mesmo dar ao dedo.

  5. Se Jesus vem para o Benfica, então é melhor mudar o nome do clube para Lázaro.

    ehheheh

  6. O futuro do benfica passa mesmo pelo televoto. É necessária apenas alguma destreza (nada mais): «Comando na mão, carrega no botão» pode ser um bom hino…

  7. José pedro diz:

    Não há jesus (ou “Jesus) que valha ao benfica…

  8. Ja estão a cruxificar o homem e ainda ele não chegou à catedral da luz

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