Toucinho do Céu

honeyOlá pessoas bonitas. O senhor Renato Carreira descobriu-me nos classificados do Expresso, onde eu pagava semanalmente um quadradinho para dizer o seguinte:

Mulher despachada procura trabalho como cabeleireira, esteticista, escritora ou baby-sister. Tenho também muita habilidade para fazer face-painting a crianças e desloco-me às festas de aniversário se for caso disso. Não hesite (e aqui tinha o meu número de telemóvel, que já não me interessa dar pois já estou remediada).

Ao senhor Renato Carreira interessava ter no seu jornal da internet uma crónica um bocado virada mais para as mulheres e, assim, atrair leitoras. Realmente, depois de dar uma vista de olhos por isto, chego à conclusão de que não há nem signos nem nada.

Mas chega de paleio. Vou-me apresentar. Chamo-me Jéssica da Silva Rodrigues, mas, sinceramente, não gosto destes apelidos e, por isso, enquanto exerço as minhas funções de escritora, chamo-me e gostaria que me chamassem Doce Jéssica, que tem muito mais a ver comigo.

Tenho 30 anos, mas ninguém me dá mais que 25, já que eu desde pequena que tenho o cuidado de me cuidar como deve de ser, usar cremes e beber muita água para além de outros segredos de beleza que depois, com tempo, vos contarei.

Derivado ao meu anúncio, a minha vida mudou. Eu era uma pessoa que não estava feliz, trabalhava como gerente de loja na Zara do Colombo, mas aquilo não era trabalho para mim (não gosto de caixas registadoras e de ter de saber os códigos dos alarmes para fechar a loja, etc.) e o ambiente entre muitas mulheres já se sabe como é que é. Por isso, agora sinto-me realizada: faço depilações com diversos tipos de cera numa Clínica de Estética que até é famosa (é a Body Concept, para quem não sabe) e escrevo aqui. Ou seja, consegui aliar a minha vontade de ter um trabalho mais prático e com as mãos, que penso ser a minha grande vocação, com um trabalho mais de cabeça, que me realiza, pois não andei a queimar as pestanas no Politécnico para nada.

Enfim. Já me alonguei, mas queria que me ficassem a conhecer melhor. De início, costumo ser um bocado reservada mas com o tempo fico mais à vontade, por isso é normal que ainda não tenha falado de amores e outros problemas.

Hoje, e só para lançar já uma questão fracturante, vou  contar-vos o que foi uma das gotas de água que me fez despedir da Zara.

Então é assim: eu actualmente prefiro os tampões aos pensos higiénicos. Sinto-me mais confortável, parece-me mais higiénico e acho que, feitas as contas, sai mais em conta. Quem usa tampão, sabe que fica um fiozinho de fora, quase sempre azul-bebé, para podermos retirar o tampão. Ora a grande questão é a seguinte – quando eu vou à casa de banho, fazer as minhas necessidades fisiológicas (e, como já disse, ainda por cima bebo muita água), vou e pronto. Faço o que tenho a fazer e depois limpo-me, uma vez e depois outra com um novo rolinho de papel higiénico para ficar mesmo bem. Só que, pelos vistos, há quem pegue nesse fiozinho azul-bebé e o segure enquanto faz as suas necessidades, de modo a não molhar essa parte pertencente ao tampão.

Eu não faço isso, mas respeito obviamente quem o faça e até gabo a paciência a essa gente. Só que, o mundo das mulheres, já se sabe como é. Quando eu “confessei” que não fazia isso, chamaram-me logo badalhoca. Não directamente, mas se há coisa que eu sei é entender o que se diz nas entrelinhas.

Bem, mas queria saber da vossa opinião, para saber se sempre sou “normal” ou não. Costumam segurar esse fio azul-bebé do tampão quando vão à WC? Digam-me coisas.

Beijinhos.

10 Comentários

  1. Cátia Soraia diz:

    Porque não escrever de quando vos metem o dedo no cu para ver o estado da próstata? Da primeira vez não gostam, à segunda toleram, à terceira gostam, depois já não querem outra coisa, com ou sem fiozinho.
    E depois quando acaontecem as bexiguinhas penduradas.
    E agora? Excitou-vos? Vão lá apalpar a próstata a ver se acalmam.

    • António Nónimo diz:

      It’s a deal… nós descrevemos o exame à próstata e vocês as vossas visitas ao ginecologista.

  2. Carlos Miranda diz:

    TOUCINHO DO CÉU (não seria melhor chamar-lhe “Maravilha do Fundo”?)
    Ora cá estou eu para a esclarecer, Doce Jéssica. A si e a todos os leitores interessados.

    Sendo eu um exemplar masculino, tipicamente português (com careca e barriga), apenas posso falar pelas experiências alheias, já que eu não meto nada por aqui (nem supositórios). Fiz alguns estudos e tomei algumas notas. A voluntária usada nas minhas experiência foi a minha mulher, mas o inquérito foi extensível às vizinhas do prédio. E eis as conclusões:

    A minha mulher pega no fiozinho. A minha vizinha do 5º Frente não me respondeu. A do 3º Dtº deu-me um bofetão, e a do 7º Fte. disse-me para ir lá a casa. A do 1º Esq também não segura o cordelinho, mas a do 4º Dtº segura.

    Para não sujar os dedos, seria de pegar num cordel e aprender a fazer nós, então, ata-se o cordel ao fiozinho e faz-se uma “extensão” de forma aos dedos não se aproximarem tanto da coisa.

    O fiozinho poderia ser substituido por um “elaskinho” (elástico pikinino). Seria mais engraçado. Eu estava a estudar o tema, visualizando a operação, e quando a minha mulher largou o fiozinho eu lembrei-me “e se aquilo fosse elástico?”. Eu, sentado no sofá a ver televisão, nesses dias saberia sempre com um minuto de antecedência que ela iria saír da casa de banho. Se calhar o “elaskinho” poderia ter a função adicional de “estimulante” e, consequentemente, ser vendido mais caro.

    O estudo demorou poucos dias. Hoje ela já não está a usar tampão. Agora resta-me a ansia de quase um mês de espera para retomar o estudo. Enquanto isso lá vou tentando encontrar as vizinhas na escada. Quanto à do 7º Fte, que tem sessenta e tal anos, uma verruga na testa e bigode como o meu pai, continuo a esquivar-me dela.

    Até breve.

  3. Eu à espera da receita do toucinho do céu, e sai-me uma questão fracturante destas! Praticamente ao nível da “Será que a Pantera Cor-de-Rosa era macho ou fêmea?”.

    Jéssica, querida… fico à espera da receita (que é como quem diz, fico à espera de novas crónicas!)

  4. Rui Almeida diz:

    Vou-vos processar, por me causarem rebentamentos na pele de tanto rir….
    O castigo (pena) é escreverem mais sobre o homem apaixonado por um bolo rei…..

  5. José pedro diz:

    Acho que esta questão devia ser referendada!

  6. António Nónimo diz:

    Pá, não sei porquê, mas esse comentário deixou-me um pouco excitado.

  7. Eu sempre imaginei que as senhoras iam ao WC aos pares justamente para que uma pudesse segurar o fiozinho enquanto a outra urinava. Depois poderiam trocar, e assim cada uma ora segurara ora urinara.

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