Governo encomenda mau tempo para reduzir abstenção nas eleições europeias

brightwetpa_468x282Os portugueses que contavam passar o domingo eleitoral na praia, sem passagem pela sua mesa de voto respectiva, poderão esquecer a ideia. Conhecendo “o que a casa gasta”, o Governo decidiu recorrer à última tecnologia de manipulação atmosférica para assegurar nuvens de chuva, vento e temperaturas baixas e assim fazer ver aos portugueses que será escusado tentar trocar o dever cívico de participação democrática por areia, mar e bronzeador. “Começámos por pensar em formas de atrair o eleitor “, confessa o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, “mas a actual crise não permitiria mais que umas mesas de acepipes com meia dúzia de croquetes e um litro de refrigerante por cada mesa de voto, o que seria manifestamente insuficiente. Por isso, resolvemos inverter a lógica e tornar menos apetecíveis os locais de lazer que poderão desviar os eleitores.” Além do mau tempo encomendado a pensar nas actividades ao ar livre, o Ministério da Administração Interna agendou em parceria com o Ministério da Cultura uma série de leituras da obra completa do escritor Mário Cláudio distribuídas por todos os centros comerciais do país e capazes de afugentar para as urnas qualquer frequentador, com a excepção óbvia do próprio Mário Cláudio. A tecnologia usada na manipulação meteorológica foi adquirida à República Popular da China e poderá ser usada noutros actos eleitorais, mas não para combater situações de seca, por ser dispendiosa, devendo poupar-se para a resolução de problemas mais sérios (como a falta de interesse pela vida política do país). Depois de manipulado, o clima recupera a normalidade, sem grandes efeitos secundários à excepção do início a médio/longo prazo de uma nova era glacial. Como garantia adicional, porque há quem aprecie praia mesmo com tempo menos agradável, a costa portuguesa será sobrevoada durante todo o domingo por aviões arrastando ampliações gigantescas das fotografias de Ana Malhoa publicadas na Playboy de forma a repelir os banhistas mais teimosos.

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13 Comentários

  1. Ó pá! Também não era preciso o Dilúvio! Um bocadinho extremistas, não?

    • R. Carreira diz:

      Ou chove ou não chove. Não há cá meios-termos.

      • Já arrumei a roupa de Inverno… Onde é que agora vou desencantar as galochas e a gabardine?

        • Arsénico Faria diz:

          Tens sorte, eu ainda n tinha tirado a roupa de verão do armário…

          Com sorte a minha vizinha do quarto andar emprestou-me os oculos de sol da filha, já viste o que era ver a malhoa a olho nu????

      • (As nossas sarjetas não aguentam mais do que os meios-termos…)

  2. Arsénico Faria diz:

    Está mal….

    Eu que sou um cidadão cumpridor e conto dirigir-me ás urnas de voto para no meu alegre direito de voto desenhar um bonito pénis, claro que acompanhado por palavras obscenas, vou ser terrivelmente punido por morar junto à costa!!!

    Espero que na próxima edição, anterior a umas eleições, a capa da playboy seja qualquer coisa entre o Padre Borga e o Filipe Lá Féria (se possível os dois em actos de javardice(leia-se que javardice aqui significa mesmo afocinhar as trombas no chão e rebolarem-se nos próprios dejectos e não tem qualquer significado sexual implícito)).

    • R. Carreira diz:

      Fica dado o recado a quem de direito.

      • Arsénico Faria diz:

        Pá…

        com essas palavras posso deduzir que tu estás por trás desta manhosice toda…

        diria que me metes quase tanto nojo como a ana malhoa

  3. Vou, pelo menos, dar uma voltinha à mesa de voto… é que o cenário pra domingo é realmente assustador. E dado os ângulos rectos das ditas, vão chover bumerangues dos céus. Medo.

  4. Cátia Soraia diz:

    Convenceste-me, vou votar.

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