

Nome oficial: 中华人民共和国
Capital: Pequim
Independência: Indeterminada (formação como estado há mais de 6 mil anos)
População: Muitos. Mesmo muitos.
Área: Pshhh, isso agora…
Língua oficial: Mandarim
Moeda: Renmimbi
Principais produções: têxteis, tecnologia, maquinaria, petróleo, algodão, medicamentos, quadros com Jesus Cristo abrindo e fechando os olhos, Virgens de Fátima com luz interior, diversas coisas de utilidade duvidosa que custam 1 euro
O país que hoje conhecemos como “China” resultou de uma imitação barata de um outro estado da antiguidade asiática, a Xina. Apesar de se tratar claramente de um país de qualidade inferior e de acabamento deficiente, o custo muito reduzido de produção e comercialização garantiu a continuidade da China e ditou o fim e esquecimento da Xina, provando que nem a história atribui à originalidade o valor que merece. Ao longo dos milénios seguintes, a China, também conhecida como “Império do Meio” (a expressão “meio” refere-se a “meio-termo”, já que, além da Xina original, existiu outra falsificação ainda mais barata e de pior concepção, a Chona, que se desconjuntou meio século depois da fundação), foi governada por várias dinastias, entre as quais as dinastias Qin, Bong, Han, Rung, Sui, Feng, Tang, Yuan, Ming e Qing. Algumas destas dinastias podem ter sido inventadas por historiadores com sentido de humor retorcido. Outras não. O último imperador da dinastia Qing, Puyi, foi deposto em 1912 num filme de Bernardo Bertolucci e implantou-se uma república sob presidência do modernizador Sun Yat-Sen, que não tardou a ser também deposto. Seguiu-se um período turbulento com vários senhores da guerra a disputar o poder, tentando obter a supremacia pelo método tradicional chinês de reconhecimento da liderança: a medição do órgão viril. Um dos líderes militares que mais se aproximou desse objectivo foi Chiang Kai-Shek, senhor de impressionantes 6,78 cm. Durante a 2ª Guerra Mundial, o Kuomintang , partido nacionalista de Chiang Kai-Shek, uniu esforços com os comunistas contra o ocupante japonês e, quando o invasor capitulou em 1945, retomaram-se os combates entre os dois movimentos antagónicos e saíram vencedores os comunistas de Mao Tse-Tung, dono de assombrosos 7,14 cm de falo. Os nacionalistas refugiaram-se na ilha de Taiwan e, em 1949, foi proclamada a República Popular da China, entidade política que sobrevive até aos nossos dias. Em 1966, Mao promove uma Revolução Cultural com o objectivo de revolucionar ainda mais a sociedade chinesa e de eliminar umas quantas pessoas (“Revolução de Matança Mais ou Menos Arbitrária” não ficava tão bem nos cartazes e murais). Depois da morte de Mao, Teng Hsiao-Ping, define o conceito “um país, trinta e oito sistemas”, entendendo ser possível tornar a China uma economia de mercado próspera e competitiva sem abandonar a ideologia comunista. Após o fracasso catastrófico da breve implementação desta filosofia, uma redução drástica no número de sistemas dentro do país permitiu atingir o objectivo, ascendendo a China à posição de gigante industrial e económico que hoje detém. Apesar de algumas críticas da comunidade internacional ao desrespeito do regime pelos direitos humanos e à opressão de minorias étnicas, sobretudo depois de um grupo de estudantes ter organizado um pacífico e inofensivo piquenique em 1989 na Praça Tianannmen, o glorioso governo chinês prossegue a senda vitoriosa rumo à suprema realização dos ideais revolucionários dos seus fundadores ilustres e à concretização inabalável das aspirações do seu povo. Viva a República Popular da China!
Nota: As últimas linhas deste texto foram submetidas a um filtro de conteúdos instalado pelas autoridades chinesas nos computadores usados no país.
Devo dizer que a minha dinastia favorita é a Tang, não tivesse ela criado os preparados para sumo.
Por acaso pensei nisso. Mas receei que mais ninguém fosse achar graça. Obrigado por seres quem és.
Ora aqui vai um apontamento cultural, pra dar élan à coisa:
«Quem é hábil no emprego da força militar
não precisa de recrutar duas vezes
nem transporta os cereais três vezes.»
(A Arte da Guerra, de Sun Tzu)
Não percebo a mensagem,
mas parece-me apropriada.
Epá, peço imensa desculpa, este comentário era para o Abrupto.
Enganei-me. :)
Toda a gente que é alguém sabe que Sun Tzu era mongol e não chinês.
Olha o filtro de conteúdos para as primeiras 6 palavras, pá!
Põe lá isso a funcionar.
Está pouco afinado.
Acho que o Sun Tzu se estava a referir ao Catan.
Se inserires a parte seguinte, que fala em madeira e barro, percebe-se tudo!
Não sabia que o guarda-redes do Benfica tambem tinha lá particiado numa dinastia.
Sim. O Sporting de Braga foi buscá-lo a Xangai.
Desrespeito dos direitos humanos na China? Nunca ouvi falar de nada! Nem eu nem o senhor oriental que está aqui ao meu lado de arma em punho. Viva a China! Viva o PC!
Viva! Os meus cumprimentos respeitosos ao camarada Leng Xing, que sempre teve tiro certeiro.