PCP quer Alberto João Jardim proibido pela Constituição

AlbertoJoaoJardim-500Depois de o presidente do governo regional madeirense ter proposto uma alteração da Constituição para proibir organizações de índole comunista, como já sucede com as organizações fascistas, os comunistas portugueses preparam-se para contra-atacar com uma proposta de alteração constitucional que proíba a existência de Alberto João Jardim, não apenas enquanto político, mas como pessoa. De acordo com Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, a intenção inicial da direcção do partido era não reagir ao que consideram uma provocação, mas acabaram por mudar de ideias porque o tédio da silly-season obriga a aproveitar qualquer divertimento. A proposta, inteiramente idealizada  pelo Comité de Respostas À Letra (organismo composto por militantes que se recusam a acreditar que o Muro de Berlim caiu e que vêem na Coreia do Norte “um regime com futuro”), continua a ser trabalhada, reconhecendo-se a dificuldade de incluir na lei fundamental do país uma proibição tão específica. Uma das soluções poderá passar pela declaração de inconstitucionalidade da semelhança extrema de qualquer cidadão com um leitão assado vestido com fato e gravata e contendo recheio menos saboroso, mas é necessário lembrar que um artigo com este teor tornaria também inconstitucionais as existências de Paulo Rangel e António Vitorino, o que poderia ser visto como provocação injustificada a figuras destacadas de outros partidos. A polémica proposta na origem desta reacção foi feita pelo líder insular com a justificação de que todas as ideologias totalitárias deverão ser proibidas, quer se situem politicamente à direita ou à esquerda. Recorde-se que Jardim é um acérrimo apologista dos ideais democráticos e que é por esse motivo que governa a região com a arrogância intocável de um ditador latino-americano dos anos 70, dificultando ao máximo a actividade dos partidos da oposição em todos os actos eleitorais e procurando levar os madeirenses a valorizarem mais a democracia por viverem sem ela. Reagindo a esta reacção à sua reacção original contra a existência do comunismo legal em Portugal, Alberto João Jardim usou vocabulário pouco cristão para convidar os líderes comunistas (que qualificou como maridos enganados de higiene pessoal duvidosa) a entregarem-se em uníssono à prática passiva do coito na sua variante anal.

6 Comentários

  1. gostei muito de ler este pequeno artigo. nao me fez dar gargalhadas ao ponto de acordar os vizinhos a meio da noite como outros fizeram mas suspeito que este facto se prende mais com o caracter sinistro do sujeito central

  2. Aquilo da prática passiva do coito na sua variante anal, é uma maneira muito subtil de lhes dizer para irem levar no…

  3. Lindo! Não consegues arranjar maneira de apressar essa alteração?

    • R. Carreira diz:

      Só deixando a democracia seguir o seu curso natural. Ou pagando às pessoas certas.

      • Arsénico Faria diz:

        Estou disposto a contribuir com as minhas duas melhores ovelhas, três sacos de berlindes(que honestamente ganhei aos filhos dos meus vizinhos a semana passada) e um alternador (praticamente novo) do meu Austin 1300.

        Pagar ás pessoas certas tem alguma coisa a ver com aquela confusão do Freeport e um tal de Sócrates (que eu acho que era Grego e já morreu faz um tempos)?

  4. Uns néons à maneira a iluminar os deliciosos antetítulos, se faz favor!!!

    P.S.: Nhã-nhã-nhã-nhã-nhã-nhã…

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