José António Afonso Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 num fragmento reduzido da Inglaterra vitoriana que uma anomalia temporal e geográfica atirou para a colónia portuguesa de Moçambique. Em tenra idade, foi-lhe diagnosticado um defeito na fala e valeu-lhe o interesse de um conceituado especialista, o professor. H. Higgins, que se prontificou a ajudá-lo. Compreendendo, por fim, que o alegado defeito era apenas o facto de o rapaz se exprimir correctamente em português e não em inglês, o sábio acabou por admitir o erro, mas não deixou partir o petiz sem o instruir na língua de Shakespeare, dotando-o de uma dicção única, pois não é partilhada por qualquer falante nativo. Aos 17 anos, descobre o jornalismo na gaveta dos soutiens de uma tia e dedica-se de corpo e alma a essa vocação. Em 1990, enquanto apresentador do serviço informativo nocturno da RTP, é surpreendido pelo acontecimento que marcaria a década (a captura em alto mar de um carapau em cujas escamas dorsais estava inscrita em hieróglifos a localização da mítica Atlântida), mas acaba por ser a invasão de um país obscuro no Golfo Pérsico, levada a cabo por outro país apenas ligeiramente menos obscuro, a motivar uma longa maratona televisiva e a lançá-lo para o estrelato jornalístico. (A reportagem sobre o carapau acaba por nem sequer ser exibida e em boa hora aconteceu, pois viria a descobrir-se, após análise mais cuidada, que a inscrição dizia apenas “Lava-me, porco”.) Não se conformando com o sucesso profissional na sua carreira de eleição, José Rodrigues dos Santos, decidiu aplicar-se também na escrita de ficção. Depois do primeiro romance, “A Ilha das Trevas”, uma história comovente baseada na dramática taxa de consumo de pudim instantâneo em Timor-Leste, a maturidade literária chegou com “A Filha do Capitão”, relato do amor entre um oficial português na Grande Guerra de 14-18 e uma mulher de seios volumosos. Seguiu-se “O Codex 632″, obra que contém uma das frases mais peculiares e enigmáticas na história da língua portuguesa: “Quero fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas.” Além das críticas de leitores comuns e especializados que viram nesta tentativa de construir um bizarro erotismo gastronómico a manifestação preocupante de um fetiche doentio, o jornalista-romancista foi ainda alvo da indignação de vários chefes de cozinha, alegando estes não existir nenhuma receita de sopa de peixe que inclua o leite entre os seus ingredientes e, muito menos, o leite humano. O autor não tentou explicar o paradoxo culinário, mas negou a existência de qualquer obsessão mamária excessiva, voltando à carga com “A Fórmula de Deus”, épica busca da prova de existência do Criador, partindo da análise táctil pelo protagonista dos mamilos de uma amiga iraniana, e “O Sétimo Selo”, romance cujo título original era “O Sétimo Seio” e com conteúdo facilmente deduzível. Até à data, a sua última obra publicada foi “A Vida Num Sopro”, história sugerida pela observação prolongada num retrato do busto de D. Maria, a criada de Salazar. Como ambições para o futuro, José Rodrigues dos Santos anseia promover a escrita de um texto jocoso a seu respeito que não lhe refira as grandes orelhas e continuará a insistir com a RTP para lhe ser permitido apresentar o Telejornal em tronco nu, depois de colocar implantes mamários de grande tamanho e que, em vez de leite, segreguem o mesmo tipo de chá Earl Grey que bebe a rainha de Inglaterra.
E já agora, não podemos esquecer, “O Ultimo Segredo”, onde o psicopata louco por mamas tenta a todo custo descobrir os restos mortais do criador, e assim, pode-lo semear no ventre da sua amada de volumosos seios. O ultimo e também bastante marcante, – que vende como pãezinhos quentes em dia de feira – deixa-nos perplexos com a orgia final, em que a madame com seios volumosos pratica do coito, qual filme de sadomasoquismo, numa qualquer cidade Italiana. Muito Bom, continua a escrever e a satirizar a sociedade. Um abraço! Bento (mas não o demissionário).
ahahahahaahhaha. eu também! Só que como sou de compreensão lenta, li tudinho umas mais vezes que tu! :)****************
Nota-se no texto uma ponta de inveja do escritor R.Carreira pelo escritor Zé Rodrigues dos Santos.
Caro R.Carreira, para vender livros como o Zé, é simples: basta falar então de mamas, e se for com fotos das mesmas, é sucesso garantido
Ora. Mas isso só vai apelar a uma parcela do público.
Não faço,nem pretendo fazer, a mínima ideia de quem seja o autor destes artigos.
Mas não posso deixar de lhe agradecer os momentos de refrescante conforto que me proporciona saber que nem todos são parvos.
Como é de se dizer entre cretinos: bem haja.
Não percebi muito bem se isto era um elogio ou um insulto, mas, seja como for, muito obrigado. :)
A esta hora da matina e com o meu humor estragadote, só esta tua “peça” me fazia rir, porra!
José Rodrigues dos Santos e os seus Greatest Tits.
Espera lá que está tudo explicado: afinal o Zezinho descobriu o jornalismo na gaveta dos soutiens da tia… daí a pancada por mamas de grande copa.
Elementar, meu caro Watson.
E tu leste isso tudo?
Afinal dEus existe?
Claro que sim. Duas vezes cada livro para ficar tudo bem percebido.