Sócrates desmente que vontade repentina de comprar bifanas seja imitação de Obama

barack-obama-bwO candidato do PS às próximas eleições legislativas negou que a sua deslocação à Casa Peralta, uma tasca típica junto à residência oficial do primeiro-ministro, para comprar bifanas para si, para os seus colaboradores e para a equipa de reportagem que filmou o acontecimento tenha sido uma imitação das incursões regulares do presidente americano para comprar hambúrgueres. Não é a primeira vez que se fazem acusações deste teor, motivadas em grande parte pela contratação da empresa americana Blue State Digital (a mesma que ajudou Obama a ser eleito) para orientar a vertente online da campanha socialista, mas Sócrates não vê motivos para comparações. “Ouça”, disse, iniciando a explicação com a sua palavra preferida, revelando preocupação com a capacidade auditiva dos interlocutores e confiança num futuro melhor, “um hambúrguer é muito diferente de uma bifana. Isso é inegável. Mas, tal como um hambúrguer e uma bifana poderão ser condimentados pela mesma mostarda, tanto eu como o presidente Obama somos líderes influentes e carismáticos à nossa maneira.” Um representante da Blue State Digital em Portugal referiu sob anonimato que a coincidência não é inocente e que existe realmente um paralelo. Considera, assim, que aceitaram trabalhar com Sócrates  apenas porque só aceitam colaborar com políticos de potencial e com os quais se identifiquem ou, em alternativa, quando sejam pagos com grandes quantias de dinheiro de idêntico potencial e com as quais também se identifiquem. Uma das estratégias reproduzidas em Portugal depois de ter dado resultados nos EUA é o recrutamento online de voluntários entre os apoiantes do actual primeiro-ministro, ideia que Sócrates vê com grande entusiasmo. “Queremos criar uma rede omnipresente de apoiantes que recolha informações úteis à campanha em todos os cantos do país e, numa fase posterior, podemos até arranjar uma forma legal de os fazer ler a correspondência das pessoas e ouvir as suas conversas telefónicas,” ponderou. “Podemos armá-los com matracas e soqueiras e dar-lhes uns crachás simbólicos para mais fácil identificação. Isto é uma coisa que nunca se fez em Portugal ou, pelo menos, que não se faz há muito tempo.” A Inépcia sabe também que, além de passar muito tempo no solário e de ter surpreendido o seu barbeiro habitual com solicitação “daquele look encaracolado”, Sócrates terá pedido em casamento a namorada, Fernanda Câncio, e que esta pensa aceitar, mostrando-se apenas algo avessa à sugestão de adoptar duas crianças negras e um cão felpudo. A Obamania não contagiou apenas o primeiro-ministro. Também Cavaco Silva está a preparar uma deslocação à célebre Fábrica dos Pastéis de Belém com o intuito de comprar as doces iguarias para os funcionários da Presidência da República, mostrando assim não ser o carapau seco que aparenta. No entanto, os agentes da PSP e os militares da GNR e dos três ramos das Forças Armadas incumbidos de evacuar toda a área ribeirinha entre Alcântara e Belém para que a caravana presidencial possa concluir o percurso de dois minutos e efectuar a transacção terão de partilhar a mesma embalagem de meia dúzia por motivos de crise.

7 Comentários

  1. Mau gosto, deveria ter comprado era Costas de torresmos.

  2. A talho de foice (ou não, mas isso agora até nem interessa), para quando, caríssimo Renato Carreira, o Director’s Cut da História Universal? Não vale escrever só as histórinhas dos Tugas e deixar-nos à míngua, babosos por mais! Avance, caro escritor, avance sem medo o Nobel da Literatura aguarda-o ansiosamente!

    • R. Carreira diz:

      É uma ideia. Preciso é de conseguir conter a coisa em menos de 5 volumes.

  3. Cátia Soraia diz:

    Para mim não é irritante.
    Não lhe obedeço.
    Não ouço.
    :)

  4. O “ouça” do PM é tão irritante… quase tão irritante como o “entendes?”.

    A par dos cheques-dentista, qualquer dia teremos os cheques-sonotone.

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