PS pode ter perdido o juízo

A suspeita existia há algum tempo e foi agora confirmada por um psiquiatra contactado pela inépcia. Na opinião do Dr. Meireles de Sá, do Hospital Magalhães Lemos do Porto, o Partido Socialista, nas suas vertentes governativa, parlamentar e recreativa, apresenta sintomas claros de uma patologia mental a que a medicina chama “perder o juízo”. O psiquiatra em questão foi prontamente arrastado por enfermeiros, depois de convenientemente agasalhado com um colete de forças, mas a sua opinião de profissional esclarecido não deixa de ser preocupante.

A loucura do PS (o primeiro partido europeu a enlouquecer desde que o Partido Nazi trocou as propostas de saúde e educação gratuitas pelo extermínio das raças inferiores nos anos 20 do século passado) terá sido provocada por uma infeliz combinação de circunstâncias. Em primeiro lugar, a perda da marioria absoluta terá afectado muito a estabilidade mental de um partido habituado durante quatro anos a governar sem concessões à oposição. Seguiu-se a implicância do Presidente da República, o caso TVI-Manuela Moura Guedes, as conversas gravadas entre o primeiro-ministro e Armando Vara e o incómodo constante sempre que Manuel Alegre abre a boca.

As primeiras manifestações de insanidade foram contidas à última hora para não causar alarme. Um dos exemplos foi o anúncio recente da “Conta Poupança Futuro”. O projecto original implicava entrega de 200 milhões de euros a cada criança nascida em Portugal, juntamente com um saco de potpourri e uma colecção de cromos do mundial de futebol de 1982. Em reunião prolongada na véspera do anúncio oficial da medida de incentivo à natalidade, especialistas financeiros convenceram o governo a reduzir a quantia atribuída para 200 euros e a esquecer o material adicional. Mesmo assim, não evitaram que, no dia seguinte, a iniciativa fosse apresentada pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, com as cuecas enfiadas na cabeça e sentado ao lado de uma grande batata que apresentou como sendo João Tiago Silveira, secretário de Estado da Presidência do Conselho Ministros, que, de facto, tem algumas semelhanças com um gigantesco tubérculo aristocrático.

Outros sintomas se seguiram, com gravidade crescente. Discutiu-se a possibilidade de transferir a localização do novo aeroporto de Lisboa para o Gabão, os professores correram o risco de serem avaliados profissionalmente através da sua prestação em jogos tradicionais portugueses, o ministro da Economia, Vieira da Silva, apresentou a sua demissão redigida com fezes na parede de uma casa de banho do Palácio de São Bento e esta quase foi aceite, ponderando-se substituí-lo primeiro por um gato persa  empalhado e, depois, por uma lata de salsichas tipo Frankfurt. Francisco Assis, líder parlamentar socialista, participou num debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, proferindo um discurso inflamado completamente nu. O grupo parlamentar propôs publicar os rendimentos de todos os contribuintes na internet. José Sócrates deu instruções à sua secretária pessoal para atender telefonemas com a frase “gabinete de Carlos Magno, queira expor a sua couve tronchuda” (que se torna mais preocupante por se referir ao jornalista e não ao imperador e por a couve ser tronchuda).

Nem o histórico Mário Soares escapou às suspeitas, depois de tecer considerações confusas e sem grande relevância sobre vários assuntos, concluindo-se posteriormente que não estava a comportar-se como louco, mas apenas a comportar-se como Mário Soares. Uma insanidade do PS permitiria compreender, por exemplo, a alegada conversa de restaurante  histericamente denunciada por Mário Crespo, durante a qual o primeiro-ministro terá dito que o jornalista era “um problema que tem de ser solucionado, por exemplo, cortando-o em cubinhos e transformando-o num apetitoso fricassé acompanhado com salada ou arroz branco”.

Recorde-se que não se poderá proceder ao internamento do partido até serem realizados testes exaustivos, mas tudo indica que uma eventual terapia poderá ser aplicada na mesma clínica que tratou o PSD durante o governo de Santana Lopes e o Bloco de Esquerda nos meses que Francisco Louçã passou a afirmar ser a princesa Diana.

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6 Comentários

  1. Luís Teixeira diz:

    Não me parece que o ministro da Economia se enquadre neste cenário. Primeiro, porque acho admirável alguém redigir a demissão com fezes numa parede, e depois porque para o fazer tem de estar não apenas lúcido, mas muito próximo de atingir um estado de total iluminação (uma espécie de Nirvana), que lhe permita ver o estado em que a nossa economia com clareza suficiente para apresentar uma demissão que tão bem o ilustra. Sem dúvida um exemplo a seguir.

  2. ZePovinho diz:

    Excelente relato verídico …. no entanto, penso que o pior tenha sido o discurso de ontem à noite do ministro de estado e das finanças depois do vendaval lançado por todos. Mais uma coisa, o referido ministro estava de boxers com um tijolo atado ao pénis (onde já vi eu isto?)

    Abraços, continua de olhos “abertos”,

    ZeP

    • R. Carreira diz:

      É triste que as pessoas deixem passar factos como esse. Mas o discurso de ontem do ministro não foi verídico porque o próprio ministro foi criado em 1967 pelo José Vilhena.

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