CGTP critica desmantelamento de fábrica de bombas da ETA em período de desemprego elevado

O secretário-geral da CGTP criticou as autoridades portuguesas por terem desmantelado uma suposta fábrica de bombas da ETA em Óbidos numa altura em que o país necessita de criar novas indústrias e não de desmantelar as que existem.

Na “fábrica”, uma casa alugada por supostos membros da organização terrorista basca onde foram encontrados 1500 quilos de explosivos (de acordo com o governo espanhol), 800 (de acordo com o governo português) ou apenas um fogareiro, uma lata de feijão cozido e uma caixa de fósforos (de acordo com a Federação Portuguesa de Estimativas por Baixo), trabalhariam apenas dois funcionários, mas Carvalho da Silva considera que o terrorismo é um ramo rentável e que, se lhe tivesse sido permitido desenvolver-se em condições, nada impediria o arsenal etarra de se tornar um dos maiores empregadores da região Oeste.

A respeito das actividades habituais da ETA (pôr bombas e matar pessoas), o líder sindical afirmou que “uma verdadeira bomba é a política deste governo, que não tem qualquer problema em matar as justas aspirações de milhares de trabalhadores no desemprego”. Questionado se não estaria a exagerar no seu papel de defensor dos trabalhadores oprimidos, respondeu que não, fitando o horizonte com olhar esgazeado e erguendo o queixo num ângulo heróico.

Mesmo que a política oficial do governo seja fazer de conta que Carvalho da Silva não existe, a Inépcia sabe que o comentário surtiu efeito nas mais altas instâncias, preparando-se o ministério da Economia para apadrinhar a venda da fábrica da Qimonda em Vila do Conde ao Hezbollah, que converterá a unidade fabril em exclusivo ao fabrico de detonadores e mísseis de médio alcance. Esta ligação próxima entre indústria e terrorismo será vista pelo governo como uma solução para a estagnação industrial, já que mais nada tem funcionado e o país já está por tudo.

A ETA reagiu por intermédio de um breve comunicado redigido no complicado idioma basco, cujo conteúdo poderá ser “estamos prontos para colaborar com os nossos irmãos portugueses nas causas conjuntas da recuperação económica e da luta contra a opressão espanhola”, “deixem-nos em paz, colaboracionistas portugueses” ou “o vosso arroz de marisco bate qualquer paella”.

4 Comentários

  1. Afonso Henriques diz:

    Mau, mau,

    Até na porcaria do negócio das bombas vêm para aí os espanhóis tomar conta disto. Temos de pedir independência! Onde é que anda a minha mãe?

  2. Deste-me fome de paella.

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