A Comissão Europeia acaba de autorizar o cultivo e comercialização da batata geneticamente modificada Amflora, mesmo sendo conhecidos efeitos negativos dos tubérculos alterados pela ciência. De acordo com os primeiros testes, as batatas geneticamente modificadas superam em paladar a batata comum, mas o seu consumo, mesmo em quantidades moderadas, pode provocar queda repentina de partes do corpo, tendo-se verificado nos países onde as mesmas são já comercializadas que os consumidores perdem braços, pernas, narizes ou mesmo a cabeça inteira sem qualquer pré-aviso.
Nos Estados Unidos, Lewis Schwartz, maestro da Orquestra de Fagotes de Detroit e conhecido devorador de batata transgénica na sua variante frita, projectou os dois braços para o balcão de um auditório no Michigan durante andamento particularmente vigoroso. Apenas se recuperou um dos braços (o outro foi apreendido como prova pelas autoridades, pois um dos melómanos que preenchiam o auditório foi atingido pelo braço direito, cravando-se a batuta na massa encefálica pelas órbitas e provocando-lhe morte imediata). A área de onde as partes do corpo fugitivas se soltam cicatriza com rapidez nunca vista e deixou de ser possível recolocar o braço no local devido, mas o maestro usa-o agora ao pescoço como uma espécie de gravata sui generis que faz os encantos dos entusiastas mais jovens do fagote.
Em Buenos Aires, Argentina, Julio López, de 37 anos, perdeu uma parte do corpo que lhe fazia muita falta depois de um jantar de churrasco acompanhado com puré de batata transgénica. Julio, que, depois do incidente, passou a chamar-se Julia por motivos de força maior, considera que o sacrifício valeu a pena. “As batatas são mesmo muito boas”, refere, manifestando intenção de continuar a consumir batata transgénica, mesmo que o seu nariz lhe pareça mais solto a cada dia que passa.
Num estudo de opinião efectuado à saída de um mercado da grande Lisboa por uma colaboradora anã vestida de pinguim, cinco em cada oito portugueses aceitariam perder uma parte do seu corpo se as batatas transgénicas fossem “mesmo boas”, dois só aceitariam se fosse uma parte do corpo que usassem pouco (dedos dos pés, umbigo, crânio) e um recusou-se a responder, preferindo encolher-se no chão em posição fetal sem qualquer motivo e imitando o gemido de acasalamento do berbigão-gigante das Caraíbas.
Em Portugal, a Amflora já tem plano de comercialização, escolhendo-se para sua promoção duas figuras públicas de craveira mediana, não por desprezo ao produto, mas porque, para todos os efeitos, se trata apenas de uma batata. Sónia Araújo, apresentadora de televisão e presidente da Associação Portuguesa de Pessoas Cuja Cabeça foi Encolhida em Vida por uma Técnica Amazónica Ancestral (APPCCEVTAA), será a madrinha da batata que promete conquistar o estômago dos portugueses com a sua fécula saborosa, tendo afirmado à Inépcia que conhece as qualidades do produto e que o usará com frequência porque lhe proporciona o melhor cuidado capilar e tira nódoas difíceis da roupa, apreciando todas as suas qualidades, mas sobretudo o dinheiro que lhe pagam para o apadrinhar.
Já Eduardo Madeira (apresentador, humorista, pessoa com deficiência mental profunda) conferirá um cunho mais pessoal à campanha por ser, ele próprio, o resultado do cruzamento em laboratório de material genético humano com uma embalagem de puré de batata em flocos.
Recorde-se que este não será o primeiro produto transgénico cultivado em Portugal e que o milho MON 810 já se cultiva com sucesso no nosso país, mesmo que o seu consumo possa transformar humanos e animais em réplicas quase perfeitas de Luciana Abreu.
Sinceramente ! Se isso for verdade…tamos tramados.!
Agora se não é…não se brinca com coisa séria, certo?
Transgénicos não são bons para a saúde, são uma aberração, mas daí a provocarem queda de pedaços de corpo… é grave.
É verdade isto ou não?
De onte tirou essa matéria? procurei e nao vi nada a respeito…onde foi publicada?
obrigada!
Todo o conteúdo da Inépcia é original. A “matéria” foi tirada da minha cabeça e publicada aqui. Mas talvez te esteja a escapar qualquer coisa.
Eia, não passava por cá há tanto tempo. Nem me lembrava que o meu nome é Jugoslávio Girassol. Bom mesmo era se arranjassem forma da batata crescer sem ser na terra. A batata e tudo mais. Ainda não repararam que a terra é uma coisa suja? Já agora, será que me consegues o número de telefone da anã vestida de pinguim?
Como se esquece um nome desses?
Concordo. As batatas (e o resto) deviam crescer em coisas limpas. Como algodão hidrófilo, por exemplo.
O número da anã é o 4.
Algodão hidrófilo parece-me bem. Vou transferir os meus tomates do esferovite granulado para uma caixa desse algodão.
Dá-me lá o número verdadeiro. Esse reencaminha sempre para o da Luciana Abreu.
Pronto, está bem. É o 21. Mas não abuses.