Vulcões

Os vulcões são fenómenos geológicos também conhecidos como “acne da crosta terrestre”. Tal como o acne da pele humana, os vulcões também podem ser espremidos, mas exigem maior esforço e reagem de forma muito mais explosiva. A diferença entre o acne e os vulcões é que não existem ainda cremes que façam desaparecer os segundos, enquanto que os tratamentos para o primeiro são comuns e relativamente eficazes.

Um vulcão comum é constituído pelos seguintes elementos: cratera, chaminé, cone, depósito magmático, sala com kitchenette, casa de banho, quarto e espaço para arrumos. Apenas os vulcões de categoria mais elevada possuem varanda panorâmica e garagem privativa. As erupções são ocorrências periódicas pelas quais os vulcões expelem grandes quantidades de cinza e magma e que, habitualmente, se desenrolam em quatro fases:

Fase 1 – “Não parece que cheira um bocado a enxofre?”

Fase 2 – “A montanha já estava a deitar fumo ontem?”

Fase 3 – “Uau! Uma erupção! Vou buscar a máquina fotográfica!”

Fase 4 – “AAAAAAAAAAAAAARGH! SINTO AS ENTRANHAS A ARDER DE FORMA DEMASIADO LITERAL!!!!”

Entre os vulcões mais conhecidos, merecem destaque o Krakatoa, na Indonésia (que, em 1883, destruiu grande parte da ilha em que se situava  apenas por despeito), o Mauna Loa, no Havai (considerado o maior vulcão do mundo por todos os seus amigos e familiares) e o Monte Fuji, no Japão, que se tem mantido adormecido (ainda que os vulcanólogos relatem que o vulcão desperta com regularidade por breves instantes e decide que pode continuar a dormir por mais um século ou dois).

No continente europeu, situam-se no Sul de Itália alguns dos vulcões mais célebres como, por exemplo, o Etna, o Stromboli, o seio esquerdo da actriz Sofia Loren e o Vesúvio. Este último foi responsável pela destruição total das cidades romanas de Pompeia e Herculano, no ano 79, provocando dezenas de milhar de mortos. Alguns habitantes das duas cidades fugiram aos primeiros indícios da erupção, enquanto a maioria decidiu aguardar pacientemente que os seus governantes e sábios delineassem a melhor estratégia a seguir. Horas depois, enquanto ainda aguardavam uma deliberação, passaram a preocupar-se com assuntos mais prementes, tais como perceber se o magma deixava nódoas persistentes nos seus ossos descarnados ou até que ponto era prático respirar com os pulmões cheios de cinza. Foi a primeira prova registada de que, por vezes, a melhor saída é mesmo o pânico desregrado.

Outro país europeu com intensa actividade vulcânica é a Islândia. Em 2010, uma erupção do vulcão Eyjafjallajökull (“Tomem Lá Disto” em islandês) cobriu a maior parte do continente europeu com uma gigantesca nuvem de cinzas que paralisou o tráfego aéreo durante dias. Porque apenas uma pequena parte do território islandês foi afectada, muitos acreditam que os islandeses tenham descoberto uma forma de domesticar os seus vulcões e que a erupção terá sido uma represália pelas exigências de pagamento dos seus muitos credores, após o colapso recente do seu sistema financeiro. A ser verdade, esta capacidade de provocar erupções vulcânicas faria da Islândia um dos países mais temíveis do globo (actualmente, o arsenal de terror islandês limita-se à cantora Bjork e a uma gastronomia à base de miolos de carneiro, tubarão podre e gordura de baleia).

Em Portugal, os vulcões situam-se maioritariamente no arquipélago dos Açores, onde podemos encontrar o vulcão dos Capelinhos, o Pico e vários outros com dimensões e historiais de actividade diversos. O único vulcão continental situa-se nos arredores de Penamacor, mas há muito tempo que não se regista qualquer actividade. Não por se encontrar inactivo, mas por simular uma baixa médica prolongada e não querer perder o rendimento mínimo.

3 Comentários

  1. O seio esquerdo da actriz Sofia Loren!!! AAHHHHHRRRRRRRR… Sofia Loren……

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