Alberto João Jardim acusa Lisboa de querer assassiná-lo com satélite da NASA em queda

O presidente do governo regional da Madeira acusa o governo da república de pretender eliminá-lo em conluio com a NASA, a agência de exploração espacial americana, que já qualificou como “cói de maricas”. De acordo com denúncia feita durante inauguração na Camacha de uma estátua em ouro maciço homenageando o seu testículo direito (réplica exacta de outra que existe em Câmara de Lobos homenageando o esquerdo), “a maçonaria comunista, pedófila e canibal (leia-se “o governo central”) fez um arranjinho com os pederastas marcianos, mortos-vivos e bivalves (leia-se “a NASA”) para que caísse um satélite em cima da Madeira, não se preocupando sequer com as mortes de cidadãos inocentes que poderiam ocorrer em simultâneo com o meu esmagamento.”

O satélite a que Jardim se refere é o UARS, em órbita desde 1991, que a agência espacial prevê que se despenhe algures sobre a Terra nos próximos dias, existindo a possibilidade remota de alguns dos fragmentos resistentes à entrada na atmosfera terrestre conseguirem provocar com o embate buracos quase tão grandes como o buraco nas contas da região autónoma madeirense.

Questionado sobre as declarações do líder regional, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, começou por esboçar algo que se assemelhava a um sorriso ligeiro, mas que também poderia perfeitamente ser um esgar provocado por gases. A seguir, começou a responder da sua habitual forma lenta e ponderada, mas fê-lo de forma tão lenta e ponderada que acabou por adormecer sem conseguir dizer mais que: “Essa questão… que me coloca… é curiosa… e gostaria de lhe responder… de duas formas diferentes… mas complementares…”

Alberto João Jardim promete não se deixar intimidar pela ameaça e alude à hipótese de deflectir o projéctil especial com uma baforada poderosa do seu charuto, afirmação aceite como perfeitamente realista e amplamente aplaudida por um grupo de militantes ferrenhos do PSD Madeira a quem fora prometida formação em marcha bípede como prova de gratidão pelo apoio ao líder.

Quanto à real gravidade das finanças madeirenses, o homem que orienta os destinos do arquipélago desde 1978 considera que a situação é grave, mas não tão grave como se possa dizer. “Se compararmos a dívida da região com o rombo nas finanças do Império Bizantino depois da ocupação turca de Constantinopla, facilmente se percebe que isto é tudo um grandessíssimo exagero”, afirmou, aproveitando para chamar “filhos da puta” a todos os que tiverem opinião contrária.

Comentar

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *