Álvaro Santos Pereira sequestrado pelo governo e forçado a ser ministro

De acordo com denúncia anónima à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o ministro da Economia e do Emprego poderá estar a ser alvo de privação continuada dos seus direitos mais elementares, incluindo o direito ao livre arbítrio, o direito à dignidade e o direito de querer sair do governo sem levar lambadas dos colegas. A suspeita não é nova. Diversos analistas interpretaram as aparições públicas do ministro nos últimos meses como sinais de que algo não estaria bem, sendo indesmentível a postura nervosa, o discurso hesitante e confuso e os olhos em movimento constante como se procurasse a ameaça seguinte ou uma saída.

A perceção por um dos nomes mais promissores escolhidos por Passos Coelho de que não possui a competência mínima para o desempenho de um dos cargos mais exigentes do executivo, tutelando a economia num momento em que esta se vai desmoronando todos os dias e o emprego que não para de diminuir, tê-lo-á levado a apresentar a demissão ao primeiro-ministro. Mas o chefe do executivo terá compreendido que dificilmente encontrará alguém suficientemente louco para o substituir (descontando a possível nomeação de doentes mentais profundos escolhidos entre a ala psicótica e babada do PSD) e forçou-o a permanecer no cargo com recurso à violência. A mesma denúncia à APAV refere que Santos Pereira ficou uma semana inteira trancado num armário do ministério, alimentado com água da torneira e pastéis de nata importados e que passou a ser acompanhado em permanência por dois “assessores” musculados que o espancam sempre que tenta fugir ou partilhar com alguém o seu tormento.

A própria família não o vê há meses fora da televisão e não consegue contactá-lo, mas não denunciou ainda a situação porque o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, ligou a tranquilizá-los, assegurando que a ausência de Álvaro se justificará pelo trabalho em prol do país e que deverão esquecer o telefonema noturno recebido recentemente de alguém que gritava “AJUDEM-ME!” em tom desesperado, por se ter tratado de uma partida do ministro Miguel Relvas, que classificou como um pândego. Os desenvolvimentos mais recentes indiciam que o sequestro continuará. A participação de Santos Pereira numa sessão de esclarecimento acerca do sistema de ensino dual em que surgiu algemado a Nuno Crato foi particularmente alarmante e a repetição obsessiva da palavra “reindustrializar” num discurso perante empresários foi vista como um pedido de ajuda. A confirmar-se esta situação, será o caso mais grave de violência física e emocional sobre um membro do governo desde o tempo em que Cavaco Silva obrigava Marques Mendes a ajoelhar-se para lhe servir de descanso para os pés.

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