Bastão de polícia de intervenção lascado por nariz de idosa

A Polícia de Segurança Política tenta localizar uma septuagenária que acusa de ter danificado com o nariz o bastão de um dos elementos do seu Corpo de Intervenção durante a carga policial que pôs termo aos protestos diante da Assembleia da República. De acordo com o comissário Joaquim Facínora, porta-voz daquela força: “o corte nas despesas também afeta a polícia e não é justo que sejam cidadãos inocentes a suportar os custos de reparação do material, sobretudo porque encomendamos os bastões de França e não estão nada baratos.” Segundo testemunhas presentes no local, a idosa não participava nos protestos, mas passava numa rua próxima armada com uma muleta e um cesto de hortaliça e coxeando de forma claramente desrespeitadora da ordem pública. Quando um agente do Corpo de Intervenção lhe ordenou que dispersasse, recusou obedecer, alegando surdez, e foi prontamente atingida na face com uma bastonada de aviso. O bastão terá embatido contra o nariz particularmente afiado da cidadã prevaricadora, rompendo-se o revestimento e deixando-o além de qualquer reparação.

Em seguida, a idosa largou a hortaliça e pôs-se em fuga. O agente envolvido não a perseguiu para levar a cabo a detenção porque, entretanto, foi acossado por uma manifestante grávida, precisando de se defender enquanto pedia reforços e, dada a gravidez da meliante, ocupando-se a aplicar a máxima “espancar dois coelhos com uma cajadada” tão cara ao seu destacamento. A inÉpcia questionou um grupo de manifestantes jovens que se apresentou diante do Parlamento envergando máscaras de Pato Donald e empunhando cartazes com dizeres copiados do facebook, mas não conseguiu obter confirmação de terem sido responsáveis pelo arremesso de pedras, de estarem afiliados com o grupo internacional Ridiculous ou sequer de terem sido autorizados pelos pais a passarem por ali no caminho de volta da escola. Quanto à hortaliça abandonada pela idosa, reverteu a favor da PSP e foi consumida ainda ontem ao jantar.

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