Franky Vercauteren admite que nem sequer desfez a mala

O ex-treinador do Sporting revelou numa confissão surpreendente que, desde que chegou a Portugal para assumir o comando da formação verde e branca, nunca desfez a mala de viagem em que trouxe a roupa, alguns objetos pessoais e a sua cópia do livro Ser Treinador de Futebol para Totós, que o acompanha para toda a parte.  Ao contrário do que se possa pensar, a situação não se verificou apenas por consciência de que a sua estadia no nosso país seria breve, aplicando-se aqui a fórmula “não só, mas também”.

Além da brevidade esperada do seu compromisso com o Sporting, existiram também motivos logísticos para não desfazer a mala, nomeadamente o seu alojamento “temporário” na despensa de Godinho Lopes, espaço exíguo partilhado com latas de atum, pacotes de leite e com os seus antecessores Oceano e Sá Pinto. Mesmo assim, apesar de tudo, considera não ter feito um mau trabalho, já que o seu registo de duas vitórias, quatro empates e cinco derrotas foi duas vitórias e quatro empates melhor do que as expetativas de uma boa parte dos adeptos.

O presidente leonino preferiu não comentar o facto na apresentação de Jesualdo Ferreira como novo treinador, mas assegurou que o seu empenho em devolver o clube a resultados mais consentâneos com os seus pergaminhos é total. “Quero que os sócios e adeptos saibam que a minha principal preocupação continua a ser fazer o melhor pelo… coiso… por este clube… falha-me agora o nome”, afirmou. Quem não se esquivou a comentar a revelação do técnico belga foi Eduardo Barroso. O presidente da mesa da assembleia geral do Sporting, começou por recordar que Vercauteren não convenceu e teceu críticas ferozes ao rumo traçado pela direção. Logo a seguir, começou a berrar coisas incompreensíveis e a mudar de cor, inchando até preencher uma divisão inteira com o seu corpo grotescamente inflado.

Alheio à polémica, Jesualdo Ferreira confessou que também não desfez a mala, mas por motivos diferentes. O treinador português viaja sempre com bagagem reduzida, tendo chegado a Lisboa vindo de Atenas, onde treinou o Panathinaikos, trazendo consigo apenas uma muda de roupa, uma escova de dentes, dezoito maços de tabaco e uma chave da porta dos fundos do Estádio José Alvalade.

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