Cortes temporários podem ser permanentes e medidas de austeridade passam a medidas de felicidade

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No mesmo conselho de ministros extraordinário em que se discutiu a transformação dos cortes temporários nos salários e pensões em cortes permanentes, foi identificado o principal problema do país: se a situação portuguesa só pode ser descrita com recurso a palavras de significado negativo, tratar-se-á, antes de mais, de um problema semântico e será urgente alterar o significado das palavras em questão.

Assim, conforme foi anunciado por Marques Guedes, ministro da Presidência e de Ser Constantemente Confundido com Outra Figura do PSD com Nome Parecido, a palavra “austeridade” perde a sua conotação negativa e vê-se transformada em sinónimo de “felicidade”.

Foi ainda anunciado em conferência de imprensa que os portugueses poderão esperar mais felicidade e que a sua situação melhorará a curto/médio prazo. Refira-se, no entanto, que o verbo “melhorar” passou a ser equivalente de “piorar” por decreto submetido em breve a votação parlamentar.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, mostrou-se particularmente satisfeito com esta nova política, que consagra a palavra “irrevogável” como sinónimo de “algo que pode inverter-se completamente quando der jeito”.

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