Membros do governo passarão a expressar-se sempre em latim

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Ao responder à questão de uma deputada com a expressão latina “Roma locuta, causa finita”, o secretário de Estado da Administração Pública não estava a ser bizarro e sim a inaugurar o novo método de comunicação institucional entre governo, governados e outros órgãos de soberania. Depois deste ensaio de José Leite Martins, todos os ministros e secretários de Estado começarão a expressar-se exclusivamente em latim durante o exercício das suas funções oficiais, podendo apenas usar o português findo o horário de expediente.

Miguel Poiares Maduro, o ministro Adjunto, confirmou este novo rumo comunicacional que muitos poderão considerar arcaico, afirmando: “Quidquid id est, timeo danaos et dona ferentes.” Já Paulo Portas, o número dois do executivo, preferiu antecipar-se às críticas. “Quemadmoeum gladis nemeinum occidit, occidentis telum est”, afirmou. A opção por frases feitas parece clara, reduzindo-se assim o risco de ter governantes a dizer o que não devem.

O próximo Conselho de Ministros decorrerá já em latim, estando na agenda de trabalhos a canalização de desempregados para espetáculos de gladiadores e a prevenção de invasões visigodas.

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