Portugueses celebram o fim da crise

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Sente-se indignado? Então leia isto.

Milhares de portugueses saíram ontem à rua em todo o país, cortando o trânsito em praças e avenidas para celebrar o fim da crise económica que assolou Portugal nos últimos anos. O fim da crise parece ter ocorrido de forma repentina e não é explicado por quaisquer indicadores económicos, mas a convicção das multidões foi de tal ordem que se tornará impossível questionar a sua validade.

Ao que tudo indica, o desemprego começará a diminuir ao longo dos próximos meses até ser atingido o pleno emprego e os salários e pensões conhecerão aumentos mensais até passarmos a viver ao nível dos países mais ricos do mundo. Desconhece-se o que potenciou esta mudança, mas pensa-se que poderá ser um fenómeno de natureza religiosa, tendo sido ouvidos gritos insistentes de “Jesus”.

Refletindo o fim da crise, as agências de rating internacionais ajustaram o estatuto de Portugal de “lixo efetivo” para “aquele lixo que, não deixando de o ser, mete menos nojo, como cascas de fruta recentes ou copos lascados”.

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, congratulou-se com o fim da crise e aproveitou para sugerir a criação de um novo imposto sobre sentimentos de felicidade quando partilhados por mais de oito pessoas em simultâneo.

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Os comentários sucumbiram a uma epidemia de peste suína.