FMI propõe salário mínimo de 7,28 euros

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No relatório da 11ª avaliação do plano de resgate (mais especificamente, nos anexos impressos em papel florido decorado com autocolantes da Hello Kitty), o Fundo Monetário Internacional continua a considerar que as remunerações demasiado elevadas são um obstáculo à sustentabilidade da economia portuguesa e recomenda que o salário mínimo se fixe em 7 euros e 28 cêntimos.

A quantia avançada resulta de cálculos minuciosos efetuados pelos melhores economistas da instituição, considerando-se que será suficiente para assegurar uma vida confortável sem luxos a uma família de 3,4 elementos que viva numa tenda em regime de nomadismo, com uma refeição de cascas de batata a cada três dias.

A sugestão acaba de ser feita, mas já possui críticos ferozes em Portugal. Uma das vozes mais empolgadas na contestação pertence a Isabel Jonet. A presidente do Banco Alimentar considera os 7,68 euros um “exagero” e recomendou que os portugueses abdiquem do luxo de ter um salário e adotem o voluntariado como modo de vida. “Posso dar-vos o meu exemplo,” refere. “Há anos que não sei o que é trabalhar e nunca me faltou nada.”

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