Depois de mudar o significado de “irrevogável”, Paulo Portas muda o significado de “aumento”

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O vice-primeiro-ministro, cargo informalmente conhecido como “ministro de Ser Quase Primeiro-Ministro”, explicou ao país que o aumento do IVA e das contribuições da Segurança Social recentemente anunciado não constitui realmente um aumento, apesar de haver um número que passa a ser superior a outro número anteriormente em vigor.

“É tudo relativo”, explicou Portas, em conferência de imprensa na qual se fez acompanhar da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que passou o tempo todo a pintar unicórnios com cauda de arco-íris, tal é a sua confiança na saúde das contas do país pós-troica.

“Compreendo que este não-aumento possa parecer um aumento para pessoas com visões mais retrógradas da política, mas asseguro que não é o caso e espero que acreditem em mim. Até porque estou a usar a minha gravata de sinceridade absoluta e não a usaria se pretendesse proferir não-verdades”, garantiu o número dois do governo.

Quanto à explicação do paradoxo, Portas recordou que o “aumento” é apenas uma medida tomada com o objetivo de assegurar a sustentabilidade das pensões e só alguém muito bronco poderá achar o contrário. Recorde-se que, no passado, o então ministro dos Negócios Estrangeiros ensinou ao país que a sua decisão irrevogável de se demitir não o era realmente porque uma coisa irrevogável não poderá ser revogada no dia seguinte.

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