Popularidade política medida com barómetro real revela dados preocupantes

1890s_Barometer

Se as eleições legislativas se realizassem amanhã, nenhum dos partidos obteria qualquer votação. É este o resultado surpreendente da medição de popularidade das várias forças políticas com um barómetro real, o instrumento de medição da pressão atmosférica que tantas vezes cede o nome a sondagens de órgãos de comunicação. A inÉpcia pendurou um barómetro na parede e submeteu-o a exposição prolongada de recortes de jornal e imagens televisivas representando de forma igualitária os desempenhos dos vários líderes partidários, não se verificando qualquer movimento de ponteiro.

Instado a comentar, Júlio Tavares Costa, proprietário de uma loja de iluminação em Mogofores, referiu apenas: “Não percebo nada de barómetros e nem sei porque me estão a fazer essa pergunta a mim. Se tentassem medir a popularidade dos políticos com um candeeiro, talvez pudesse ajudar. Mas assim não.” A bem da imparcialidade absoluta, refira-se que Júlio Tavares Costa costuma votar ou no PS ou no PSD, com exceção de umas eleições europeias em que votou no Partido Humanista como brincadeira.

Idealmente, o passo seguinte deste estudo seria repetir a medição a grande altitude ou a grande profundidade, mas tal não acontecerá por motivos de estar quase na hora da telenovela. A confirmar-se esta ausência de resultados, a Constituição prevê que, para evitar o vazio de poder, a governação seja entregue em anos alternados ao apresentador do programa televisivo matinal de maior audiência e ao animal mais felpudo do Jardim Zoológico de Lisboa (possivelmente um pequeno macaco da selva tropical brasileira).

Comentar

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *