Primárias do PS não foram assim tão primárias

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Desiludindo quem esperava o pior, as eleições no Partido Socialista revelaram ser primárias apenas pelo seu caráter de “coisa que antecede outra coisa” e não por serem boçais ou rudes, não se verificando a ocorrência de impropérios dignos de nota ou sequer de gestos indelicados que fossem além do bonacheirão arremesso do cravo na lapela de António Costa a um público moderadamente efusivo.

Conhecidos os resultados, quando chegou o momento dos discursos de vitória e de derrota, a polidez registada defraudou quem esperava pelo menos um “vai-te mas é pôr à janela, pá” ou um “com uma diferença percentual tão grande, deves ser mesmo um parvalhão”.

O presidente da comissão eleitoral, Jorge Coelho, pediu desculpa a quem interpretou mal a designação das eleições e assegurou que os próximos atos segundo o mesmo modelo serão referidos como “eleições primárias não depreciativas” para evitar confusões semelhantes.

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