Governo decide privatizar direito à greve

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De acordo com o programa de privatizações do governo (que só estará concluído quando o Estado português possuir em seu nome apenas uma esferográfica meio gasta, meia dúzia de folhas de papel, um agrafador ferrugento e um caroço de ameixa muito chupado), o próximo item a ser oferecido à iniciativa privada será o direito à greve, de que os cidadãos há muito usufruem como serviço gratuito.

O anúncio foi feito pelo ministro da Economia e das Vozes Divertidas, Pires de Lima, assegurando que a privatização do direito à greve será feita de forma criteriosa e sem nunca perder de vista os interesses do país, entendendo-se por isto que será uma questão de escolher os chineses que oferecerem mais.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, interrompeu por segundos a ordenação da sua vastíssima coleção de pulôveres para comentar, mas foi imediatamente impedido por um telefonema de Pires de Lima, informando-o de que a instituição do comentário se encontra já em processo de privatização e que terá de suspender a sua opinião até à concretização da venda.

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