Pedro Passos Coelho: Tecnoformado com justeza, um primeiro-ministro que é uma beleza

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Pedro Cuecas Hambúrguer Mamede Passos Coelho saiu  a seus pais, um médico trasmontano e uma enfermeira alentejana, numa carica premiada de Sumol, em concurso promovido pelo refrigerante no ano de 1964. A carica permitia escolher entre uma criança nova a estrear e um frigorífico e os felizes contemplados, a quem dava jeito um frigorífico novo, optaram pela segunda hipótese, sendo posteriormente informados de que os frigoríficos tinham esgotado e contentando-se com o petiz como prémio de consolação.

Depois de passar os primeiros anos da sua vida em Angola (onde um babuíno lhe comeu os lábios), fez a escola toda em Vila Real, notabilizando-se nos recreios, primeiro como berlindista exímio e, mais tarde, como especialista em fazer argolas de fumo com cigarros fumados às escondidas. Frequentou em Lisboa uma licenciatura em Matemática, mas acabou por não a concluir por motivos de chuva, e integrou desde muito cedo a Juventude Social-Democrata, tornando-se seu presidente.

Escreveu em regime de co-autoria time-sharing “Juventude: Que Futuro em Portugal”, publicado em 1981. O sucesso foi tal que a obra teve duas continuações (“Juventude: Que Presente em Portugal” e “Juventude: Que Passado em Portugal”). Alguns críticos apontaram a semelhança extrema entre os três textos, com a troca das palavras “futuro”, “presente” e “passado” como única distinção, mas essas acusações terão sido motivadas apenas por inveja literária profunda. Em 1983, teve a coragem de desbravar novos terrenos autorais e editou “Terceira Idade: Que Pretérito Mais Que Perfeito na Albânia”, um fracasso de vendas que hoje prefere não recordar.

Desempenhou funções de consultor em oito empresas diferentes durante um total de catorze minutos e vinte e três segundos, tendo cinco delas acabado por falir e descobrindo-se mais tarde que as restantes três nunca tinham existido realmente. Casou com os quatro elementos do conjunto feminino Doce, num ano em que a poligamia foi legalizada em Portugal por erro administrativo. Divorciou-se das quatro em sequência, incluindo daquela que, supostamente, coiso e tal com um jogador do Benfica até precisar de levar pontos. O divórcio da última Doce terá sido motivado por episódios de violência doméstica auditiva, com o marido a forçá-la a suportar a paixão que descobrira pelo canto. Movido pela mesma paixão, participou numa audição para “Camarate – O Musical”, de Filipe LaFéria, perdendo por pouco o papel de asa direita do Cessna.

É primeiro-ministro de Portugal desde 2011 e os portugueses nutrem por ele uma profunda simpatia. Casou em segundas núpcias com Miguel Relvas, de que tem dois filhos: Miguel Poiares Maduro de 14 anos, e Jorge Moreira da Silva de 8.

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