Portugueses indignados por só desfrutarem de vídeo de agressão juvenil com um ano de atraso

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O país está em choque depois de descobrir que um vídeo de treze minutos mostrando a agressão de um jovem por duas raparigas da mesma idade na Figueira da Foz só foi divulgado um ano depois da captação das imagens. Para o cidadão comum, este tipo de material deveria ter sido imediatamente disponibilizado ao público para poder ser consumido em tempo útil.

Como forma de compensar a demora indesculpável, a comunicação social iniciou já uma transmissão intensiva do vídeo para que não fique um único português sem tomar consciência do flagelo da violência juvenil e sem salivar de deleite com cada bofetão, murro e pontapé na vítima. Os debates subordinados ao tema terão lugar em enormes tendas de circo que já estão a ser erguidas para o efeito.

Entretanto, mesmo com a possibilidade de o prazo para apresentação de queixa se ter esgotado, o tribunal da opinião pública encontra-se em pleno julgamento das agressoras. A pena poderá ir de espancamento em igual proporção acrescido de prisão perpétua e trabalho comunitário a serem enfiadas num saco e atiradas ao mar depois de pedirem desculpa por escrito e por mímica ao jovem, ao país e à humanidade em geral.

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