Autómatos sem coração dos centros de decisão europeus desiludidos com a sua falta de humanidade

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Os organismos que gerem o sindicato de androides contabilistas vulgarmente conhecido como “União Europeia” manifestaram-se profundamente desiludidos com a perceção inequívoca de que não são capazes de emoções básicas como a compaixão. Os responsáveis europeus teriam mesmo vertido algumas lágrimas de desgosto se a “desilusão” sentida fosse mais do que um conjunto de diretivas programadas e se estivessem equipados com glândulas lacrimais.

Esta constatação começou a manifestar-se com a insistência em ver a miséria alargada que ameaça a Grécia apenas como uma sucessão interminável de colunas de números. Mais tarde, durante o passeio dos participantes no Eurogrupo por um jardim de Bruxelas, a confirmação chegou quando os ministros das Finanças de todos os países europeus não gregos viram um esquilo prestes a afogar-se num lago e decidiram iniciar cálculos complexos para determinar os custos do salvamento em despesas subsequentes com secagem de vestuário e vacinas contra o tétano. Enquanto isto, Maria Luís Albuquerque, que nunca foi boa com contas, ia sugerindo com guinchos de júbilo que se atirassem pedras ao esquilo para eliminar o problema.

Depois de se “desiludir” com a falta de coração dos seus membros, o Eurogrupo recordou à Grécia que a promoção de referendos para perguntar aos cidadãos o que desejam fazer não se coaduna com os ideais europeus de democracia e representação popular.

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