Cavaco queria impor mais seis condições a António Costa

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O presidente da república, Aníbal Caralho Silva, decidiu convidar António Costa para formar governo, percebendo ser essa a única solução que restava depois de ter convidado anteriormente todos os seus colegas, amigos e o senhor a quem compra o pão, tendo todos eles recusado por motivos que vão da indisponibilidade profissional à doença e ao facto de serem criaturas irracionais ou objetos do quotidiano cuja voz apenas é ouvida pelo presidente.

A decisão foi tomada depois de chegar a Belém a resposta às seis condições impostas para dar posse a um governo do PS, mas não sem que o presidente tivesse ponderado impor seis novas condições depois das primeiras, não o fazendo apenas por pensar na estabilidade do sistema financeiro, na necessidade de honrar pactos internacionais e por ter chegado a hora de tomar o seu comprimido.

Mesmo assim, para a posteridade, aqui ficam elas:

Seis novas condições presidenciais a António Costa, aspirante a primeiro-ministro:

1ª — Fazer o pino só com uma mão na Sala dos Pinos do Palácio de Belém, que também funcionou ao longo dos séculos como pavilhão gimnodesportivo.

 — Tirar uma fotografia de braço dado com os “mercados”, provando de uma vez por todas que se trata de uma entidade real.

 — Nomear Dias Loureiro ministro das Finanças.

 — Comer trinta ovos cozidos de uma assentada, quebrando assim o recorde de Mira Amaral (vinte e nove, sendo que o vigésimo nono se encontrava parcialmente escalfado, o que causou celeuma).

 — Engravidar um atum. Pode ser uma fêmea para facilitar.

 — Escolher João Soares como ministro da Cultura por graça e conseguir formar um governo do PS sem Santos Silva (o ministro repetente e comentador televisivo, não o amigo mãos-largas do outro) numa pasta qualquer.

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