Ser um imbecil: 9 sinais de alarme

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A palavra “imbecil” pode derivar do grego ymbekyklos (aquele que introduz objetos no cu por acidente) ou do sânscrito amba kee lahg (jarro cheio de peidos). Durante algum tempo, mais precisamente entre as 16:35 e as 16:42 do dia 27 de janeiro de 1988, alguns filólogos defenderam que o radical da palavra teria as suas origens no babilónio amab-bakalu, que significa “carica premiada”, mas esta possibilidade foi prontamente rejeitada por dizer respeito a um período histórico anterior à invenção da carica e a uma civilização que não apreciava brindes. Qualquer que seja a origem histórica do termo, a imbecilidade é um traço tão antigo como a humanidade. Nas grutas de Lascaux, entre as pinturas rupestres que representam caçadas, é visível uma pequena figura à margem que usa um pau afiado para desentupir o nariz a um urso em hibernação.

Atualmente, a imbecilidade perdeu grande parte da conotação negativa que teve no passado, sendo aceite e, em alguns casos, cultivada. Existe até quem viva à custa da sua imbecilidade, algo impensável meia geração atrás. Entre personalidades televisivas, políticos ou simples operadores de telemarketing, muitos são os imbecis profissionais que transformam em mérito o que, durante séculos, foi visto como defeito.

A distinção entre imbecilidade e estupidez nem sempre é clara, mas trata-se de uma questão sobretudo cromática. Enquanto a estupidez oscila entre verde, castanho e amarelo, a imbecilidade é azul, exigindo especial atenção para não ser confundida com o roxo da parvoíce ou, de forma algo paradoxal, com o anil do talento para dobrar guardanapos com formas interessantes, muito útil em casamentos e batizados.

A imbecilidade pode afetar qualquer um, a qualquer momento. A ciência não conseguiu provar ainda que seja um traço hereditário ou contagioso apesar de testes intensivos em pequenos animais felpudos, realizados para confirmar ou negar hipóteses mas sobretudo por maldade. Existem, no entanto, alguns indícios claros de imbecilidade que podem ser usados para identificar a presença em qualquer um de nós do gene imbecil. Atente-se nos seguintes sinais de alarme:

1-Alguma vez ter telefonado para um programa televisivo ou radiofónico de “opinião pública”.

2-Usar um ponteiro laser para qualquer fim além de apontar coisas num quadro.

3-Ter um autocolante com dizeres no carro. Quaisquer que sejam os dizeres.

4-Corrigir pessoas que usam o imperfeito de cortesia do verbo “querer” com a frase: “Queria? Então já não quer?”

5-Soprar uma vuvuzela ou acompanhar um conhecido que sopra uma vuvuzela sem tentar fazer alguma coisa para o impedir. Matando-o, se necessário.

6-Dizer que não se lê livros por “falta de tempo”.

7-Votar num partido político ou candidato, discordar do que esse partido ou candidato faz depois de eleito e, nas eleições seguintes, votar noutro partido ou candidato apenas para castigar a escolha anterior. Repetir em todos os atos eleitorais.

8-Ter uma tatuagem ao fundo das costas ou ter tatuados em qualquer parte do corpo um ou vários dos seguintes elementos: golfinhos, palavras em línguas que não se saiba ler, lágrimas (exceção feita para membros de gangues criminosos latino-americanos), qualquer coisa que se classifique como “tribal”.

9-Não fazer reciclagem porque “eu sei lá para onde as coisas vão”.

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