Enquanto não acaba agosto

1403060163593064484

Das três pessoas que costumam ler isto, duas estão de férias e a terceira é um adolescente indonésio que vem cá parar sem perceber porquê (é porque incluo sempre as palavras “payudara besar” de forma encriptada no texto para atrair pesquisadores de pornografia incautos de Java). Convém aproveitar o público reduzido para fazer meia dúzia de afirmações que sempre quis fazer e nunca pude por receio de censura das massas. São convicções profundas que guardo cá dentro há muitos anos e que preciso de pôr cá fora para aliviar o peso da consciência. São estas:

-Tanto faz ser uma pessoa que gosta de cães como uma pessoa que gosta de gatos. A única coisa que isto altera é o buquê específico da urina que perfuma a casa de cada um.

-Quando vejo programas de talentos com crianças, torço sempre para que percam todos. Se houver lágrimas, melhor ainda.

-Só li um livro na vida até ao fim. Chamava-se “Confissões de Uma Morsa Sifilítica” e não me lembro do nome do autor. Penso que seria escandinavo. Possivelmente lapão. Era profusamente ilustrado.

-Concorri a um reality-show. Cheguei à última fase de seleção, mas fui recusado por excesso de tatuagens. Causou especial celeuma o coração alado que tenho tatuado no glúteo direito com as palavras: “Quando te sentires em baixo, olha para o horizonte e recorda que renhonhó renhonhó.”

-As mulheres são realmente de Vénus, mas os homens são de um planeta meio gasoso, meio líquido chamado Bogavanga 7 e não de Marte. A NASA sabe disto, mas esconde a informação ao público. Tal como esconde o facto de os extraterrestres de Roswell não terem sido autopsiados, já que continuam de plena saúde, vivendo confortavelmente num parque de campismo em Mogofores.

-Em vez de proibidas, as touradas deviam ser incentivadas com a inclusão de outras espécies. Uma girafada seria um evento épico, por exemplo. Os manifestantes anti-touradas deveriam poder assistir gratuitamente em camarotes estanques que isolassem o cheiro a urina (ler primeiro ponto).

-Tenho em cima do autoclismo uma fotografia emoldurada de Manuela Ferreira Leite em pelota que me foi vendida por engano. O dono da loja de celebridades nuas fez confusão quando lhe disse “Manuela Moura Guedes”.

-Gosto bastante de queijo. Já fui alvo de discriminação por esta minha orientação gastronómica.

Comentar

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *