Saímos do procedimento, mas ainda estamos dentro de muita coisa

Nomeadamente:

-Da lista de países que venceram recentemente, pela primeira vez e de forma inesperada, troféus de relevância duvidosa, não estando dispostos a esquecer isso tão cedo (Obrigado, Salvador Ronaldo). Um pouco como a Roménia continua a festejar a conquista do troféu “Operário Infantil Mais Produtivo de 1986” (categoria 8–12 anos).

-Da Oceania. Por afinidade, depois de uma relação breve mas muito intensa com o Palau.

-Da Liga Internacional do Duplo Hidrato de Carbono, organismo que fundámos e do qual somos o único membro. Porque o arroz se sente nu sem a companhia da batata frita. No mesmo universo alimentício, também fazíamos parte da União dos Amigos do Bacalhau, associação ecológica que defende os direitos do popular peixe de águas frias, mas fomos expulsos quando organizámos o congresso da UAB no nosso país e os delegados estrangeiros ficaram horrorizados com a nossa interpretação do tema: “Adoção e Tratamento Adequado de Bacalhaus Feridos e Deprimidos.” Parece que uma cama de alho e azeite não é a melhor forma de dar conforto a um bacalhau. Vive-se e aprende-se…

-Do Protocolo de Odivelas, dedicado à entronização do cantor Toy como imperador musical do universo e assinado in absentia por todos os membros da ONU.

-Do Fundo de Reparação da Dívida de Jorge Óscar Fenistil Mateus à República do Paraguai, cujo objetivo é implementar o pagamento faseado ao estado sul-americano do valor devido pela compra da cidade paraguaia de San Pedro de Ycuamandiyú por um português que tinha bebido demais, tinha um atlas por perto e achou graça ao nome.

-Da Outra Lusofonia, organização alternativa à CPLP que visa reconhecer a Portugal o estatuto de país lusófono mais importante entre os estados-membros atuais: Nepal, Guatemala, Togo e Camboja.

-Da lista de devedores de indemnização de guerra ao Principado de Andorra pela derrota humilhante do nosso país na traumática Guerra Betamax, em 1985, contra o diminuto estado andorrenho, motivada pelas hordas de portugueses que por lá passavam e devolviam violentamente videogravadores de tecnologia ultrapassada. Entre zero e quinhentos mil portugueses e andorrenhos foram rebobinados neste conflito terrível e esquecido

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