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Acordo entre China e União Europeia prevê que têxteis chineses se autodestruam após 3 meses de uso

O diferendo entre a União Europeia e a República Popular da China, motivado pela invasão do mercado europeu por têxteis chineses, foi finalmente resolvido depois de uma representação chinesa ter firmado um acordo bilateral que prevê que todos os têxteis exportados para a Europa se autodestruam depois de três meses de uso como contrapartida pelos preços baixos. As negociações decorreram de forma cordial, tendo em conta que o assunto era bastante melindroso para ambas as partes.

Depois de as primeiras negociações terem sido inconclusivas, a opção da União Europeia por endereçar o convite para novas negociações não às autoridades de Pequim mas sim aos proprietários de restaurantes chineses do Benelux terá sido crucial para o sucesso negocial. Assim, não só os chineses concordaram em incluir nos seus produtos um chip que detonará uma pequena carga explosiva três meses após a compra como se ofereceram ainda para cozinhar um chop suey de gambas regado com aguardente de lagartixa tawny.

A solução parece satisfazer os empresários do sector têxtil nacional mas apenas como compromisso a curto prazo, esperando-se uma solução mais duradoura que poderá passar, inicialmente, pela destruição de todas as fábricas em território chinês através de bombardeamento com armas nucleares e eventual reprodução de discos de Roberto Leal com o volume no máximo, sendo esta uma medida extrema a aplicar apenas se as armas nucleares não forem bem sucedidas.

O presidente da AETNA-AM (Associação dos Empresários Têxteis do Norte e Arredores-Abaixo os Mouros), Januário Madjer Juary Lopes, considera que “a situação fica melhor para os têxteis nacionais e incentiva-nos a investir mais na actividade,” acrescentando que acaba de contratar mais oito crianças em idade escolar para aumentar a produção.

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