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Alertas de risco de incêndio vão ter mais cores

As classes de risco de incêndio usadas pela Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais vão ter mais cores para além das cinco em vigor. A decisão foi do consultor estético da APIF, um artista plástico de vanguarda que responde pelo nome minimalista “Pires.” Recorde-se que a escala de cores actual possui cinco níveis que vão do risco reduzido (verde) até ao risco máximo representado por um tom escuro de vermelho, cabendo ao amarelo, laranja e vermelho os níveis intermédios.

“É um escândalo que uma escala deste género só tenha umas reles cinco cores em pleno século XXI. Que coisa mais démodé,” considera Pires. Assim, os novos níveis são o azul-marinho (risco inexistente de incêndio), o lilás (risco razoável de ter repórteres da TVI a atear fogos para conseguir exclusivos), o cinzento metalizado (que ainda não tem risco definido mas foi incluído para dar um ar arrojado) e o novo risco máximo representado pela cor preta, indicativa de que já ardeu tudo o que havia para arder.

Em paralelo com a tabela cromática dos riscos de incêndio, estão também a ser estudadas tabelas cromáticas de avaliação dos riscos de maremoto, erupção vulcânica, invasão bárbara, guerra civil e lançamento de novos discos de Pedro Abrunhosa. A elaboração destas tabelas não obedece a nenhum tipo de necessidade prática, sendo apenas fruto do tédio que afecta grande número dos funcionários de instituições governamentais ligadas à prevenção de calamidades.

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