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Al-Qaeda promete abandonar violência se António Vitorino deixar de falar sobre terrorismo

A mediática organização terrorista Al-Qaeda anunciou por intermédio de um porta-voz que aceita abandonar o recurso a acções violentas se obtiver uma garantia por escrito de que António Vitorino deixará de se comportar como especialista em terrorismo. O comunicado, que muitos julgam ter sido redigido em conjunto pelos próprios Ahmed Dukhi Al-Dosari e Abdullah Alwaked Al-Shahrani, números 32 e 428 na hierarquia da organização (note-se como é possível usar nomes de jogadores da selecção de futebol da Arábia Saudita em notícias sobre terrorismo sem ninguém dar por nada), foi lido por um papagaio cinzento empoleirado à porta do snack-bar “A Ostra” em Vila Velha de Ródão.

De acordo com o comunicado, a comunidade terrorista internacional tem-se sentido profundamente incomodada com as constantes aparições públicas do antigo comissário europeu, falando sobre terrorismo como se percebesse mais do assunto do que o comum dos mortais e como se o facto de ter tutelado a justiça e os assuntos internos na Comissão Europeia fosse equivalente a passar vinte anos como observador num campo de treino de terroristas líbios.

“Está bem que esse senhor queira compensar a falta de altura e a aparência de anãozinho de histórias infantis barbeado com uma aura de especialista em qualquer coisa e basta olhar-lhe para aquele sorrisinho que não consegue disfarçar sempre que lhe dão uns minutos de exposição mediática para falar sobre qualquer assunto mas estamos fartos. Já que é tão versátil e prendado, que fale de outra coisa qualquer,” referiu o papagaio de nome Jacó.

Dando voz às opiniões de todos os que o conhecem, Francisco Peres, proprietário do snack-bar, adianta que “é um animal muito irritante. Podia limitar-se a ficar descansado no poleiro como os outros da sua espécie mas não. Tem de estar sempre a pavonear-se e a chamar a atenção para poder dar um ar da sua graça. Raios partam o papagaio.”
O animal foi detido pela Polícia Judiciária para averiguações. António Vitorino não.

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