Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Durão Barroso vai mudar ministro do Ambiente de 15 em 15 dias

O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou a sua intenção de mudar o titular da pasta das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente de quinze em quinze dias como experiência piloto que, se os resultados forem tão positivos como se espera, poderá levar à instituição do sistema de rotatividade nos cargos governativos.

“Uma das queixas que me fazem frequentemente é a de ter escolhido as pessoas erradas para ocupar cada um dos cargos do governo,” considerou o primeiro-ministro, “Esta rotatividade não vai resolver esse problema, caso ele exista realmente e não seja só uma maquinação maquiavélica da oposição, mas será um passo no caminho eventualmente certo porque mesmo que os ministros não agradem em quinze dias são substituídos.”

O novo ministro, Arlindo Cunha, antigo ministro da Agricultura de Cavaco Silva, promete não fazer absolutamente nada porque “sejamos sinceros, quinze dias não dá para mais” numa estratégia que, para os comentadores especializados em política nacional, constitui um seguimento da política dos ministros anteriores, Amílcar Theias e Isaltino Morais, que, em muito mais de quinze dias, pouco fizeram para além de figura de corpo presente nas reuniões do Conselho de Ministros.

Para a próxima quinzena, Durão Barroso garante que já pensou em vários ministeriáveis mas ainda não se decidiu. Ao que a Inépcia apurou, o próximo ministro do Ambiente poderá ser escolhido entre uma lista restrita de personalidades públicas. Entre os mais mediáticos estão figuras conceituadas ligadas ao PSD e ao CDS como Basílio Horta, Luís Nobre Guedes, Carlos Encarnação, Macário Correia ou Leonor Beleza, se o primeiro-ministro se decidir por uma opção mais tradicionalista e menos arriscada, o ex-futebolista do Benfica e da selecção nacional, Eusébio, se enveredar por uma opção mais consensual, ou mesmo o actual secretário-geral do Partido Comunista, Carlos Carvalhas, se Durão optar por um caminho mais radical e demonstrativo da vontade de abrir a governação a várias correntes políticas, mostrando ao mesmo tempo que é um homem aberto, com espírito democrático e que não tem medo de correr riscos. Para além disso, se a escolha recair sobre Carvalhas, o chefe do executivo poderá começar a cumprir a promessa formulada no último congresso do PSD de responsabilizar os comunistas pelos aspectos negativos da situação em que o país se encontra, colocando-os em posições nas quais possam efectivamente exercer o poder e cometer erros de governação.

O secretário-geral do PCP comentou esta possibilidade, referindo que, caso se venha a concretizar, aceitará o desafio de assumir a pasta do Ambiente durante duas semanas e assegurou que, para demonstrar as suas preocupações ecológicas, vai recomendar ao comité-central do partido que todas as bifanas vendidas na próxima Festa do Avante sejam assadas com recurso a carvão reciclado ou em fogueiras ateadas com livros de José Saramago. Questionado sobre se esta referência ao prémio Nobel da literatura tem a ver com a aproximação do escritor ao governo do PSD depois de ter garantido que, em caso de vitória do PSD nas eleições não voltaria a participar em cerimónias oficiais em Portugal, Carlos Carvalhas referiu que “tem lá agora...”

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