Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Americanos capturam mais duas cartas do baralho

As tropas americanas a operar no Iraque capturaram mais dois altos dirigentes do regime de Saddam Hussein, servindo-se, mais uma vez, do baralho de cartas com as caras dos colaboradores do ditador para proceder à identificação dos suspeitos. As duas cartas agora capturadas são o general Abu Malik Al-Qassari, ex-ministro iraquiano do calçado, alimentação macrobiótica e das fraldas descartáveis, e o coronel Hassani Oghairan, ex-ministro dos palavrões, desportos aquáticos e brincos de mola.

O capitão Harold “Child Molester” Genocide, do corpo de fuzileiros, oficial no comando das tropas que efectuaram as detenções, explica que “a operação de captura decorreu com normalidade e as vinte crianças em idade pré-escolar que perderam a vida ou ficaram feridas foram vitimadas pelo terrorismo internacional” e que o facto de terem sido atingidas por fuzileiros descuidados e nervosos foi apenas “uma coincidência espácio-temporal a que somos inteiramente alheios.”

Al-Qassari e Oghairan foram capturados em Bagdad a poucos metros um do outro, o que não deixa de ser uma coincidência bizarra. Al-Qassari estava, de acordo com fontes americanas, “escondido como um cobarde numa esplanada do centro de Bagdad a beber chá de menta e a comer uma sandes de coirato de borrego com tanta mostarda que até pingava para cima da mesa como é hábito entre os inimigos da paz e da democracia.” Quanto a Oghairan, foi descoberto pelos “marines” a tentar passar despercebido num mercado empoleirado no cimo de um escadote a apregoar toranjas baratas. O Departamento de Estado já emitiu uma nota oficial alertando todos os cidadãos americanos para moderarem o consumo de toranjas até se averiguar qual a relação existente entre esta fruta e o terrorismo.

Os dois ex-ministros não foram autorizados a prestar declarações à comunicação social mas os familiares e amigos garantem que nem Al-Qassari nem Oghairan desempenharam algum cargo no governo deposto e que até era mais ou menos sabido que não simpatizavam muito com Saddam. Outros vão mais longe e sugerem que estas duas detenções se devem a erros de impressão dos baralhos e que os dois homens só foram presos por terem tido a infelicidade de ser parecidos com figuras de cartas de jogar comuns, afirmação que foi veementemente desmentida pelas autoridades de Washington D.C. Alguns especialistas em política iraquiana não hesitam em afirmar que os cargos ministeriais atribuídos aos dois capturados nunca existiram em nenhum dos governos de Saddam ao longo dos séculos e que não passam de uma invenção.

Com a confirmação do sucesso do baralho de cartas dos iraquianos procurados, os Estados Unidos estão a preparar outras iniciativas do género que poderão auxiliar as forças americanas a capturar indivíduos que poderão representar um perigo para a integridade do país e para a salvaguarda dos seus interesses no mundo. Em breve, serão divulgados um tabuleiro de damas em que cada peça está decorada com o retrato de um dirigente da Al-Qaeda, e o conjunto de pokemons com semelhanças inegáveis com os membros do Partido dos Trabalhadores da Coreia, organização que governa a Coreia do Norte, outro país do eixo do mal, desde 1948.


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