Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Ana Gomes alvo de denúncias anónimas

A dirigente do PS, Ana Gomes, tem sido o alvo de várias denúncias feitas à Polícia Judiciária, acusando-a da prática de crimes diversos, apesar de não existirem indícios sérios que justifiquem a abertura de um inquérito. “Isto é uma cabala para destruir a credibilidade política que me levou tantos anos a construir,” afirma, numa referência óbvia à suspeita de que haverá gente ligada ao seu partido interessada em destruir-lhe a carreira devido às posições incómodas que assumiu ao longo dos últimos tempos.

As denúncias têm sido feitas através de chamadas telefónicas com voz distorcida ou cartas escritas com letras recortadas de revistas. Os autores das chamadas costumam responder com nomes obviamente fictícios quando lhes é pedida a identificação pelos agentes que atendem o telefone.

“Estamos a tentar identificar os autores das denúncias mas os elementos que conseguimos recolher ainda não são suficientes,” afirmou o inspector Sacadura, o homem encarregue de investigar este caso inusitado, habitualmente encarregue de afiar os lápis da sede da Judiciária e abastecer de papel as fotocopiadoras.
Entre as acusações feitas a Ana Gomes destacam-se as de assalto à mão armada, tráfico de droga ou de estar por trás dos atentados do 11 de Setembro de 2001. A acusação mais mirabolante indica-a como responsável pelo grande terramoto de Lisboa em 1755.

Até agora, a única tentativa para fornecer provas partiu de uma carta que alertava para a presença de um pó branco suspeito em casa de Ana Gomes escondido dentro de um frasco de pó talco. A PJ enviou uma equipa ao local para averiguar a veracidade desta informação e encontrou realmente um frasco de pó talco contendo um pó branco que, depois de analisado, se revelaria ser pó talco, tendo sido esta a última vez que alguém na Judiciária levou as denúncias a sério para além do inspector Sarmento.

Os nomes indicados como pertencendo aos autores das chamadas, assim como os nomes com que vinham assinadas as cartas, foram examinados de forma exaustiva por especialistas que tentaram recolher informações a partir deles mas os resultados deixaram muito a desejar. Nomes como “E.F. Rodrigues,” “A. Costa” ou “J. Sócrates” foram analisados ao pormenor e não se conseguiu obter qualquer indício acerca da real identidade dos responsáveis.

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