Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Portugal aceita trocar Portas por Arafat

O governo português manifestou a sua disponibilidade para trocar o ministro da Defesa, Paulo Portas, pelo presidente da autoridade palestiniana, Yasser Arafat, numa operação que beneficiaria as duas partes envolvidas. Por um lado, os palestinianos livrar-se-iam de uma figura associada a um passado de resistência violenta contra a ocupação dos territórios árabes por forças israelitas e que tanto Jerusalém como Washington acusam de ser um entrave ao avanço do processo de paz, por outro, Portugal escapa ao incómodo de ter no governo, em posição de destaque e como líder do segundo partido da coligação, um homem constantemente envolvido em polémicas.

A mais recente diz respeito a afirmações de Portas acerca de um excesso de imigrantes em Portugal que relacionou com o aumento do desemprego, e que a oposição classificou como xenófobas sem grande oposição da parte do PSD, partido maioritário na Assembleia da República.

A Inépcia sabe que outro dos motivos desta disponibilidade do governo prende-se com o facto de, tanto palestinianos como israelitas, estarem habituados a lidar com a xenofobia activa e passiva, o que não acontece, obviamente, com o primeiro-ministro Durão Barroso.

Simultaneamente, Arafat passaria a ocupar o cargo de ministro da Defesa Nacional, colocando as suas capacidades inegáveis de estratega, desenvolvidas ao longo de anos como líder operacional da OLP (Organização de Libertação da Palestina), ao serviço do nosso país. Se esta troca se confirmar, será a primeira vez em muitos anos que Portugal terá um ministro da Defesa que sabe o que está a fazer. Os contributos de Arafat poderiam revelar-se bastante úteis, apesar da sua idade avançada e notórios problemas de saúde, numa operação dirigida contra o país vizinho, visando a reintegração no território português de Olivença, ocupada indevidamente por Espanha, através de acções de guerrilha e atentados esporádicos dirigidos contra alvos espanhóis. Outro ponto favorável é o facto de o arsenal das forças armadas portuguesas estar obsoleto e Arafat já ter experiência em liderar forças que lutam com pedras, uma arma que abunda em todo o território nacional.

Ainda não se conhece a resposta da autoridade palestiniana a esta proposta mas, do lado português, Paulo Portas já se mostrou favorável à troca, dispondo-se a “fazer este sacrifício a bem da nação.” Ao que a Inépcia apurou, o ainda ministro da Defesa não verá com maus olhos a atenção normalmente prestada ao líder palestiniano pelos media internacionais, o título de “senhor presidente” e a guarda pessoal à sua disposição para o que der e vier. “Mas não me obriguem a usar aquele pano na cabeça que não tem nad aa ver comigo,” acrescentou.

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