Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Portugal pede estatuto de "república das bananas" à ONU

O governo português solicitou às Nações Unidas a atribuição do estatuto oficial de “república das bananas” ao nosso país com o objectivo de permitir que Portugal possa beneficiar das facilidades concedidas às repúblicas das bananas internacionalmente reconhecidas. Entre essas facilidades, destacam-se a falta de atenção dada às acções dos governantes, visto que a comunidade internacional alertada pelo estatuto olha convenientemente para o lado, e o investimento intensivo de grandes multinacionais a troco de mão-de-obra barata, salários baixos e uma atitude de absoluta complacência do governo.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Teresa Patrício Gouveia, considera que “o estatuto de república das bananas há muito é devido a Portugal, como se pode depreender pela quantidade crescente de portugueses que usa esta designação para se referir ao seu país. O Governo está apenas a seguir a vontade expressa da população e a assegurar que o trabalho que temos feito ao longo dos anos é reconhecido.” A ministra deslocou-se à sede da ONU em Nova Iorque para entregar pessoalmente o requerimento ao alto-comissário para os estados de reputação duvidosa, o jamaicano Winston Stanley, e dará início a uma série de visitas a países com experiências de muitos anos como repúblicas das bananas com destaque para a República Dominicana, o Haiti, o Belize, o Suriname e a Bolívia. Antes de regressar a Portugal, Teresa Gouveia estará ainda no Paraguai onde participará numa conferência de líderes em Assunción para discutir métodos que permitam transformar a corrupção e o compadrio em actividades legítimas promovida pelo presidente paraguaio, Nicanor Frutos.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, recebeu o anúncio do interesse de Portugal em ser uma república das bananas oficial com grande alegria. Questionado pela Inépcia sobre o significado desta iniciativa no contexto geopolítico internacional neste momento de luta contra o terrorismo e perturbação cada vez mais visível nas relações entre o mundo industrializado e o chamado terceiro-mundo, Annan afastou-se sem dizer uma palavra antes que pudéssemos acabar a pergunta.

Em Portugal, a iniciativa do Governo foi recebida de forma positiva pela opinião pública e pelos vários partidos, visto que o reconhecimento de que Portugal já é uma república das bananas há anos, faltando-lhe apenas o reconhecimento oficial, é unânime. Um dos mais entusiastas foi Alberto João Jardim, presidente do governo regional da Madeira. “Acho muito bem que o governo tenha pedido o estatuto de república das bananas porque isso trará grandes vantagens ao país. Eu próprio tenho lutado há décadas pela implementação de um regime inspirado pelas repúblicas das bananas na Madeira e com resultados francamente positivos que não podem ser desmentidos por ninguém e quem os desmentir, suborna-se e quem não aceitar o suborno arrisca-se a levar uma carga de porrada,” explicou.

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