Movimento "Mães de Bragança" muda de nome
O “DVIXB” continuará a sua cruzada contra as mulheres de nacionalidade brasileira que, alegadamente, se dedicarão à prostituição e que acusam de aliciar homens casados, drogando-os e viciando-os em cocktails explosivos de sexo, drogas e álcool, que acabam por os levar a abandonar as esposas legítimas e os filhos à sua sorte. De acordo com o movimento, são já inúmeros os casos de famílias destruídas pelas pérfidas mulheres da vida brasileiras. Para solucionar o problema, o “DVIXB” sugere que as autoridades competentes enviem as cidadãs brasileiras “para a terra delas” para que “deixem os nossos maridos em paz.” Como medida preventiva, o movimento sugere ainda que não sejam apenas as mulheres brasileiras residentes em Bragança e acusadas da prática de prostituição a ser expulsas do país mas todos os brasileiros que residem no país, independentemente do sexo ou profissão, numa primeira fase, e, posteriormente, todos os cidadãos estrangeiros ou de etnia diferente da maioritária. Para além da expulsão, os imigrantes e membros de minorias étnicas deverão ser sujeitos a um tradicional banho de alcatrão e penas à moda de Bragança acompanhado de espancamento ritual para “ver se não voltam ao mesmo.” Poderá parecer que as pretensões do “DVIXB” são apenas devaneios delirantes de mulheres rancorosas que acusam a prostituição pelo fracasso dos seus casamentos, o que corresponderá, mais coisa menos coisa, a responsabilizar os pinheiros pelos incêndios florestais no Verão pelo simples facto de estarem lá e de se deixarem arder, mas as mulheres que fazem parte do "DVIXB" não têm dúvidas. No entanto, é um facto que algumas mulheres estrangeiras a residir em Portugal, oriundas sobretudo do Brasil, de África e da Europa de Leste, se dedicam à prostituição, uma actividade que, como é do conhecimento geral, não existia no nosso país antes da sua chegada e que foi introduzida pela horda de imigrantes. A cidade de Bragança era até há pouco tempo uma das mais castas do país e foi completamente pervertida pelos estabelecimentos de reputação duvidosa que se escondem atrás de letreiros com mulheres nuas de néon e os dizeres “SEXO PAGO AQUI”, o que torna a sua detecção pelas autoridades bastante difícil. Recorde-se que a castidade intrínseca de Bragança era de tal ordem que a principal agremiação desportiva da cidade, o Clube Desportivo de Bragança, era até há pouco tempo patrocinada em parte por uma casa de alterne, patrocínio anulado por imposição da Câmara Municipal que teve de compensar o clube pela quebra nas verbas daí resultante. A Inépcia apurou entretanto que o CD Bragança já despediu as massagistas brasileiras que faziam parte da equipa técnica e que prestavam “serviços adicionais” para além das massagens. |