Brigada de Trânsito lança Operação Natal com desconto
O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, considera que “é um passo significativo no sentido da credibilização de uma instituição abalada por acontecimentos recentes e que merece todo o respeito dos cidadãos pelo trabalho que faz em prol da sua segurança” em afirmações proferidas com os pés de molho numa tina de água quente para lhe aliviar um problema de joanetes. Colocado perante o facto de esta iniciativa representar uma admissão de que existe corrupção na Brigada de Trânsito, algo que sempre foi negado pelas autoridades responsáveis, o ministro pediu para, se possível, só lhe serem feitas perguntas simples “de preferência sobre animais do campo, sobre o tempo ou sobre filatelia porque desde que o hemisfério esquerdo do cérebro me parou de funcionar que me dói a cabeça quando tenho de pensar muito nessas coisas da política.” O
novo comandante da Brigada, general Elpídio Tadeu, não viu
quaisquer problemas nesta oficialização da corrupção
na força que comanda mas preferiu não tecer quaisquer comentários
adicionais por ter falecido em 1997. A escolha de um militar de carreira
já falecido para o comando da Brigada de Trânsito surgiu
na sequência da polémica levantada pela indicação
do nome de Manuel António Apolinário para o cargo, sobre
quem decorrem investigações da Polícia Judiciária
Militar, e pela necessidade premente de nomear um comandante sobre o qual
não recaíssem quaisquer suspeitas de actividades ilícitas
nos últimos anos. Assim, todos os condutores que forem apanhados a conduzir com excesso de álcool no sangue terão direito a um cabaz de Natal completo (mas sem bebidas alcoólicas por razões óbvias). Por outro lado, quem cometer uma infracção muito grave ou duas graves será presenteado com um bacalhau da Noruega, o que obrigará os agentes a viajarem as suas viaturas carregadas de bacalhau, dando assim razão a todos os que disserem “Há alguma coisa na Brigada de Trânsito que cheira muito mal.” |