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Camisola do centenário do Sporting equipada com detector de “sistemas”

A nova camisola do Sporting, recentemente apresentada por ocasião do centenário do clube, está equipada com um chip de detecção de “sistemas” que promete revolucionar o futebol em Portugal. A ideia foi sugerida pelo presidente leonino, Dias da Cunha, em dia de maior lucidez e fluência verbal e desenvolvida por um grupo de especialistas argentinos em inovação desportiva, responsável pela criação da célebre camisola que responde a agressões físicas automaticamente tão popular no campeonato daquele país sul-americano.

“O Sporting continua empenhado em lutar pela dignificação do futebol e só descansaremos quando forem desmascaradas coisas que eu não preciso de referir pelo nome porque todos sabem do que falo,” explicou Dias da Cunha, acrescentando que “E peço-vos que não interpretem o que disse como algo que podia ter dito mas não disse e que posso eventualmente vir a dizer um dia ou não.” Estas declarações foram prestadas a uma palmeira ornamental da Estufa Fria de Lisboa e captadas pela Inépcia por um perfeito acaso.

Também o técnico José Peseiro comentou as novas camisolas, limitando-se a manifestar a sua confiança nos novos equipamentos e continuando a folhear casualmente as páginas dos anúncios de emprego da Gazeta do Mister, jornal publicado pela Associação Nacional dos Treinadores de Futebol.

No entanto, a nova camisola está rodeada por alguma polémica, visto que muitos apontam o dedo à sua natureza paradoxal, questionando Dias da Cunha se será legítimo tentar combater o “sistema” com um dispositivo técnico que é também ele um sistema. O presidente sportinguista já terá sido informado a este respeito mas, por enquanto, remeteu quaisquer comentários para Tozé, o seu tijolo de estimação.

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