E-zine satírico sem corantes nem conservantes

A falar é que a gente se entende

Campeonato mundial da língua portuguesa

Esta iniciativa inédita tem por objectivo despertar nos portugueses o gosto pelo uso esclarecido da língua (não dessa maneira, podem tirar a mão de dentro das calças) e, ao mesmo tempo, contribuir para uma lusofonia mais esclarecida e feliz.

Nota: Parece que há por aí um tal “Campeonato Nacional da Língua Portuguesa” alheio a esta iniciativa da Inépcia. A língua portuguesa é falada nos quatro cantos do globo (pronto, em dois e meio) e, por isso, merece algo mais abrangente do que um simples campeonato nacional. Os dois testes contêm perguntas divididas por escalão etário. Trata-se de uma coincidência.

Instruções: Subir para cima de uma cadeira e erguer os dois braços ao alto (um braço para os amputados ou o nariz para os amputados duplos). Baixar os braços (ou o nariz), piscar os olhos vinte e cinco vezes seguidas, imitar o cantar do galo e trautear a melodia do “Sol de Inverno” de Simone de Oliveira, substituindo a letra pela repetição musicada da palavra “pincel.” Descer da cadeira e fazer o teste. Repetir o procedimento se necessário. Enviar as respostas para inepcia@inepcia.com juntamente com nome, idade, localidade de residência, grupo sanguíneo e Beatle preferido.

 

1 - Tá-se?

A – Tasse, tasse.
B – Pois tá-se.
C – Até se tace.


2 – Descubra o erro ortográfico na frase seguinte:

“Juão saío pêla pórta cuando Jassinta esperáva há sômbra frondoza porporcionada pêlos ulmeiros.”


3 – Qual é o sujeito da frase: “Bárbara Guimarães é bronca.”?

A – Bárbara Guimarães.
B – Manuel Maria Carrilho.
C – Pedro Miguel Ramos.


4 – O que é um zebrólio?

A – Um pequeno balde de cor azul.
B – Um sinónimo de afluente.
C – Pequena excrescência abaulada que existe nos quartos traseiros de alguns antílopes do subcontinente indiano.


5 – Que nome se dá ao macho da palanca?

A – Palanco.
B – Palôncio.
C – Adérito.


6 – Qual destas frases está correctamente construída?

A – Estêvão cuspiu para o chão porque não havia uma escarradeira à vista.
B – Estêvão cuspiu para o chão porque sofre de catarro.
C – Estêvão cuspiu para o chão porque é porco.


Perguntas dos 15 aos 18 anos


7 – Op deze foto staan vijftien mensen. Geen van hen is te zien. Vind degene die oranje sokken draagt.

A – Hij staat achter de struik.
B – Hij is naar het toilet, maar komt zo terug.
C – Hij ligt op de grond na een slechte ervaring met genetisch gemodificeerde cannabis.


8 – A que animal diz respeito o substantivo colectivo “parrólia”?

A – Uma parrólia de gnus.
B – Uma parrólia de besouros.
C – Uma parrólia de mafandingos.


9 – Qual das seguintes expressões é mais pretensiosa?

A – Para todos os efeitos.
B – Em abono da verdade.
C – Tenho lá em casa uma garagem cheia de Ferraris.


10 – Uma destas palavras tem um erro na acentuação gráfica. Qual?

A – ديانØ
B – §Ù„عهØ
C – إلى


11 – Um indivíduo que ganha a vida a recolher estrume é:

A – Um bosteiro.
B – Um merdeiro.
C – Um gajo extremamente infeliz.


12 – Qual a grafia correcta da conjugação do verbo “andar” na seguinte frase?

A – Nós andava-mos todos à chuva.
B – Nós andávamos todos há xuva.
C – Nós ândávammos todos à chuva.


Perguntas para maiores de 18 anos


13 – O que tens vestido?

A – Ceroulas azuis e um escafandro polido.
B – Roupa interior comestível à base de enchidos.
C – Uma casca de noz e uma escova de dentes enfiada em cada narina.


14 – Qual a resposta mais adequada ao insulto “V. Exa. cheira mal”?

A – Mal cheirará V. Exa.
B – Cheirarei porventura mas não tanto quanto a digníssima senhora mãe de V. Exa.
C – Está-me a parecer que V. Exa. se habilita a ter a língua extraída à força pela extremidade mais inferior da fisionomia de V. Exa.


15 – Complete a seguinte frase da autoria do insigne poeta Alexandre O’Neill. “Há mar e mar…”

A - … depois entranha-se.
B - … cala-te vaca, já te disse que o puto não é meu.
C - … do que dois a voar.


16 – Identifique a frase com o número correcto de pontos de exclamação.

A – Mas que grande par de mamas!
B – Ó, que par de mamas enorme!!!
C – Chiça, que par de mamas do caraças!!!!!!!!!


17 – Na frase “a Sandra engravidou daquele orangotango a que costumava dar banho no Jardim Zoológico”, a figura de estilo presente é…

A – Uma metáfora.
B – Uma metonímia.
C – Um azar do raio.


18 – Assinale os erros de ortografia e gramática presentes neste texto:

1.Eis os discursos que pronunciou Moisés a todo o Israel do outro lado do Jordão, no deserto, na planície que se estende defronte de Suf, entre Farã, Tofel, Labã, Haserot e Di-Zaab. 2.Desde Horeb até Cades-Barne há uma distância de onze jornadas de marcha pelo caminho da montanha de Seir. 3.No quadragésimo ano, no primeiro dia do décimo primeiro mês, diante dos israelitas, Moisés pronunciou todos os discursos que o Senhor lhe tinha ordenado pronunciar, 4.depois de ter derrotado Seon, rei dos amorreus que habitava em Hesebon, e Og, rei de Basã, que habitava em Astarot e Edrai. 5.Do outro lado do Jordão, na terra de Moab, Moisés começou a expor a lei, dizendo: 6.O Senhor, nosso Deus, falou-nos nestes termos em Horeb: tendes-vos demorado muito tempo neste monte. 7.Voltai e parti. Tomai o caminho do monte dos amorreus e das regiões vizinhas; ide às planícies, às montanhas, aos vales, ao Negeb, às costas do mar, à terra dos cananeus, ao Líbano e até o grande rio Eufrates. 8.Eis que eu vos entrego esta terra. Ide e possuí a terra que jurei dar a vossos pais Abraão, Isaac e Jacó, a eles e à sua posteridade. 9.Eu disse-vos nessa mesma época: eu sosinho não posso tomar conta de vós. 10.O Senhor, vosso Deus, vos multiplicou de tal modo que sois hoje tão numerosos como as estrelas do céu. 11.Que o Senhor, o Deus de vossos pais, vos multiplique mil vezes mais e vos abençoe como prometeu. 12.Como poderia eu sozinho encarregar-me de vós e levar o fardo de vossas contendas? 13.Escolhei, de cada uma de vossas tribos, homens sábios, prudentes e experimentados, que eu ponha à vossa frente. 14.Vós então me respondesses: é uma boa coisa o que nos propões. 15.Tome, pois, dentre vós, homens sábios e experimentados que pus à vossa frente como chefes de milhares de centenas, de cinqüentenas e de dezenas e como escribas em vossas tribos. 16.Nesse mesmo tempo dei esta ordem aos vossos juízes: dai audiência aos vossos irmãos e julgai com eqüidade as questões de cada um deles com o seu irmão ou com o estrangeiro que móra com ele. 17.Não fareis distinção de pessoas em vossos julgamentos. Ouvireis o pequeno como o grande, sem temor de ninguém, porque o juízo é de Deus. Se uma questão vos parecer muito complicada, trá-la-eis diante de mim para que eu a ouça. 18.É assim que, naquele tempo, vos ordenei tudo o que devíeis fazer. 19.Depois partimos de Horeb para atravessar esse vasto e terrível deserto que vistes, do monte dos amorreus, como nos havia ordenado o Senhor, nosso Deus. E chegamos a Cades-Barne. 20.Eu disse-vos então: Eis-vos chegados ao monte dos amorreus que o Senhor, nosso Deus, nos dá. 21.Vê: o Senhor, teu Deus, entrega-te a terra. Subi e possuí-a, como o prometeu o Deus de teus pais. Não tenhas medo; não te assustes. 22.Vós vos aproximasses de mim e dissesses: enviemos homens adiante de nós, que explorem a terra e nos ensinem por que caminho devemos subir, e para que cidades devemos ir. 23.Vosso parecer agradou-me, e escolhi dentre vós doze homens, um de cada tribo. 24.Eles partiram, subiram as montanhas e chegaram ao vale de Escol, explorando a terra. 25.Tomaram consigo frutos da terra e nolos trouxeram dizendo: a terra que nos dá o Senhor, nosso Deus, é boa. 26.Mas não quisesses subir a ela, e fostes rebeldes ao mandamento do Senhor, nosso Deus. 27.E murmurasses em vossas tendas, dizendo: o Senhor tem-nos ódio, e por isso nos tirou da terra do Egito para entregar-nos ao extermínio pelas mãos dos amorreus. 28.Para onde iremos? Nossos irmãos fizeram-nos perder a coragem quando nos disseram ter visto um povo maior e de estatura mais alta que a nossa, e cidades grandes e fortificadas, cujos muros se elevavam até o céu, e até mesmo filhos de Enacim. 29.Eu vos respondi: não vos assusteis; não tenhais medo deles. 30.o Senhor, vosso Deus, que marcha diante de vós, combaterá ele mesmo em vosso lugar, como sempre o fez sob os vossos olhos, no Egito 31.e no deserto. No deserto, tu mesmo viste como o Senhor, teu Deus, te levou por todo caminho por onde andaste, como um homem costuma levar seu filho, até que chegásseis a esse lugar. 32.E apesar disso não tivesses confiança no Senhor, vosso Deus, 33.o qual, procurando-vos um lugar onde acampar, marchava adiante de vós no caminho, de noite no fogo, para vos mostrar o caminho, e de dia na nuvem. 34.O Senhor, tendo ouvido o som de vossas palavras, encolerizou-se e fez este juramento: 35.nenhum dos homens desta geração perversa verá a boa terra que eu, com juramento, prometi dar a vossos pais, 36.exceto Caleb, filho de Jefoné. Este vê-la-á, e eu darei a ele e a seus filhos o solo que ele pisou, porque cumpriu a vontade do Senhor. 37.Até contra mim se irritou o Senhor por causa de vós: tu tampouco, disse-me ele, entrarás nessa terra! 38.É Josué, filho de Nun, que ali entrará. Anima-o, pois é ele que introduzirá Israel na posseção da terra. 39.Vossos filhinhos, dos quais dissesses que seriam a presa do deserto, e vossos filhos, que hoje ainda não sabem distinguir o bem do mal, estes entrarão; a eles darei a terra e a possuirão. 40.Quanto a vós, voltai para trás e parti para o deserto na direção do mar Vermelho. 41.Vós respondestes-me: pecamos contra o Senhor. Vamos combater, como o Senhor, nosso Deus, nos ordenou. E quando cada um de vós, tomando as suas armas, vos dispusesses inconsideradamente a marchar sobre o monte, 42.o Senhor disse-me: dize-lhes: não subais, não entreis em combate algum, porque não estou no meio de vós. Se o fizerdes, sereis vencidos por vossos inimigos. 43.Em vão vos referi todas essas palavras: não me ouvisses e tivesses a presunção de subir o monte, a despeito das ordens do Senhor. 44.Então os amorreus que habitavam nessa montanha saíram contra vós, perseguiram-vos como abelhas e retalharam-vos desde Seir até Horma. 45.Voltando, chorasses diante do Senhor, mas o Senhor não ouviu os vossos clamores, nem vos inclinou os seus ouvidos. 46.Por isso é que ficastes tanto tempo em Cades, como o sabeis.
1.Partindo dali, fomos para o deserto na direção do mar Vermelho, segundo a ordem do Senhor, e andamos muito tempo em torno do monte Seir. 2.O Senhor então me disse: 3.basta de girar em volta deste monte; dirigi-vos para o norte. 4.Ordena ao povo: atravessareis o território de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir. Eles têm medo de vós; 5.mas guardai-vos de entrar em luta contra eles, porque não vos darei nada de sua terra, nem mesmo a medida de um pé; é a Esaú que dei a propriedade das montanhas de Seir. 6.Comprar-lhes-eis a preço de dinheiro o necessário para alimentar-vos, e pagareis mesmo a água que beberdes, 7.porque o Senhor teu Deu s te abençoou em todas as tuas empresas, e velou sobre ti durante a tua marcha através desse vasto deserto. Eis já quarenta anos que o Senhor teu Deus está contigo, e nada te faltou. 8.Passamos, pois, ao longe de nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir, hevitando o caminho da planície, assim como Elat e Asiongaber. Voltamos e tomamos o caminho na direção do deserto de Moab. 9.Então o Senhor me disse: não ataques os moabitas e não entres em guerra contra eles, porque não te darei nada de sua terra; foi aos filhos de Lot que dei Ar como herança. 10.( Outrora habitavam os e mim nessa terra. Era uni povo grande, numeroso e de alta estatura, como os enacim. 11.Também eles eram considerados refaim, corno os enacim; irias os moabitas chamavam-nos emim. 12.Em Seir habitavam também os horreus, os quais foram expulsos pelos filhos de Esaú. Estes, após os haverem exterminado, estabeleceram-se em seu lugar, como o fez Israel na terra que o Senhor lhe deu em possessão.) 13.Vamos, pois! Passai a torrente de Zered. Passamos então a torrente de Zered. 14.Durou trinta e oito anos essa nossa viagem de Cades-Barne até a passagem da torrente de Zered. Entretanto, extinguiu-se do acampamento toda a geração dos homens de guerra, assim como o Senhor o tinha jurado. 15.A mão do Senhor pesou sobre eles, e foram cortados do acampamento até a sua completa extinção. 16.Depois que todos esses homens de guerra desapareceram do meio de seu povo, levados pela morte, 17.o Senhor disse-me: 18.passarás hoje a fronteira de Moab, Ar, 19.e encontrar-te-ás em face dos amonitas. Não os ataques, nem lhes fassas guerra, porque não te darei nada da sua terra; foi aos filhos de Lot que dei a possessão dessa terra. 20.(Também esta foi reputada terra dos refaim, chamados pelos amonitas de zanzomim, 21.povo grande, numeroso e de alta estatura como os enacim. Mas o Senhor exterminou-os diante dos amonitas, que os despojaram e habitaram em lugar deles. 22.Foi o que o Senhor tinha feito pelos filhos de Esaú, que habitão em Seir, destruindo os horreus diante deles. Despojaram-nos e estabeleceram-se em seu lugar, onde estão ainda hoje. 23.Da mesma sorte os heveus, que habitavam nas aldeias até Gaza, foram esmagados pelos caftorim, originários de Caftor, que se estabeleceram em seu lugar.) 24.Vamos! Desarmai as tendas e passai a torrente do Arnon. Vêe: entrego-te nas mãos Seon, rei de Hesebon, o amorreu, com a sua terra. Começa a despojá-lo e faze-lhe guerra. 25.A partir de hoje começarei a derramar o temor e o terror de teu nome entre os povos que habitam debaixo de todos os céus, de sorte que só ao ouvir o teu nome eles tremerão e estarão em pânico por causa de ti. 26.Então enviei do deserto de Cademot mensageiros a Seon, rei de Hesebon, com palavras de paz, dizendo: 27.Deixa-me atravessar a tua terra; seguirei pela estrada comum, e não me desviarei nem para a direita nem para a esquerda. 28.Vender-me-ás por dinheiro o necessário para alimentar-me, e pagar-te-ei mesmo a água que eu beber. Deixa-me somente passar, 29.- como fizeram os filhos de Esaú que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar -, até que eu chegue ao Jordão e entre na terra que o Senhor nosso Deus nos dá. 30.Mas Seon, rei de Hesebon, não consentiu que passássemos por sua terra; o Senhor, teu Deus, obcecara-lhe o espírito e endurecera-lhe o coração, a fim de entregá-lo em tuas mãos, como de fato aconteceu. 31.O Senhor disse-me então: vê: estou pronto a entregar-te imediatamente Seon com a sua terra. Empreende a conquista e ocupa-lhe o território. 32.Seon saiu com todo o seu povo ao nosso encontro para pelejar contra nós em Jasa. 33.Mas o Senhor, nosso Deus, no-lo entregou e nós derrotamo-lo com os seus filhos e todo o ceu povo. 34.Tomamos-lhe então todas as suas cidades, que votamos ao interdito, com os homens, as mulheres e as crianças, sem deixar escapar ninguém. 35.Só nos reservamos os animais e o espólio das cidades conquistadas. 36.Desde Aroer, que está à margem da torrente do Arnon, e a cidade situada no vale, até Galaad, não houve lugar tão forte que nos pudesse resistir; o Senhor, nosso Deus, tudo nos entregou. 37.Somente não vos aproximastes da terra dos amonitas, nem de lugar algum situado às margens da torrente do Jaboc, nem das cidades da montanha, nem de nenhum dos lugares proibidos pelo Senhor, nosso Deus.

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