Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Cão de Pedro Lynce matriculado em curso de Direito

A Inépcia sabe de fonte segura (estava escrito na parede de uma casa-de-banho no Centro Comercial da Mouraria) que, antes de pedir a sua demissão, o ex-ministro da Ciência e do Ensino Superior, Pedro Lynce, assinou um despacho que permitia a inscrição do seu cão, um Yorkshire Terrier de cinco anos chamado Pilinhas, no curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Fontes próximas de Pedro Lynce relatam que o ministro e o seu cão são “unha com carne” mas garantem que não há motivo para desconfianças já que tudo foi feito ao abrigo da lei e, mesmo que não tenha sido, agora já não há nada a fazer.
Pilinhas é um cão muito inteligente e que, desde muito novo, mostrou interesse pela advocacia. O dono recorda com um sorriso o dia em que o seu “Pilas”, como costuma chamar-lhe, adormeceu em cima de um volume do código civil que caíra da estante. “Ora quem dorme em cima de uma coisa é porque tem gosto por ela. E eu posso dizê-lo porque passei a maior parte do tempo em que fui ministro a dormir em cima de dossiers vários,” explica.

A decisão de apoiar a paixão de Pilinhas pelo Direito foi tomada em família. O ex-ministro recorda esse momento com carinho inegável. “Estávamos ali todos na sala de estar e pusemos o Pilinhas no chão em frente a duas tigelas com comida de cão. Numa tigela, a que tinha fígado de aves, pusemos uma etiqueta a dizer Direito e, na outra, com peixe e vegetais, pusemos uma etiqueta que dizia Engenharia Informática. Ele foi logo a correr para a tigela do Direito sem pensar duas vezes. É um animal muito decidido,” afirma.

Lynce assegura que não abusou das suas funções para favorecer o ingresso do seu cão no ensino superior da mesma forma que não favoreceu a filha do ministro dos Negócios Estrangeiros até porque, neste caso, o cão cumpria todos os requisitos legais e académicos para ter direito à vaga e o ministro limitou-se a assegurar ao reitor da Universidade de Lisboa que não há legislação que restrinja a frequência do ensino superior público à espécie humana.

Pilinhas não se mostra afectado pela divulgação desta notícia e prometeu aplicar-se nos estudos com dois latidos seguidos de levantamento da pata direita. A frequência de um curso de Relações Públicas pela catatua de Bagão Félix continua por confirmar.

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