Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Mota Amaral propõe castigos corporais para deputados faltosos

O presidente da Assembleia da República, João Bosco Mota Amaral, propôs que os deputados que faltem aos trabalhos do parlamento sejam vergastados à vista dos colegas e com transmissão em directo pela televisão, como mais uma medida visando tornar o parlamento português mais eficiente, uma preocupação antiga da segunda figura da hierarquia estatal.
“É urgente melhorar a imagem dos políticos perante o cidadão comum. Os cidadãos imaginam os deputados como pessoas que faltam ao cumprimento dos deveres para os quais são eleitos, limitando-se a usufruir de um salário chorudo, a partir do que vêm na televisão e isso não é verdade,” considerou.

De acordo com o presidente da AR, a flagelação pública dos deputados faltosos não só seria agradável para o “cidadão comum,” que assim ficaria convicto de que a vida de um deputado não é um mar de rosas, como seria “bastante divertida” já que os castigos seriam aplicados pelo próprio. “Já tenho alguma experiência em termos de castigos corporais deste género e de outros. No mosteiro em que vivo, até costumo ser eu a flagelar as nádegas carnudas dos meus irmãos,” afirma, acrescentando com um sorriso matreiro revelador do seu sentido de humor peculiar, “Mas é claro que algumas são mais carnudas do que outras.”

Trata-se de mais uma proposta de Mota Amaral com o objectivo de sancionar deputados que não cumpram os seus deveres de forma escrupulosa, depois de ter proposto a marcação de faltas e a aplicação de multas.

Os vários grupos parlamentares já se manifestaram acerca desta proposta e as reacções foram diversas. PS e PSD foram unânimes em rejeitar terminantemente a proposta, visto que já há suspeitas suficientes de perversão a recair sobre os seus deputados. Bernardino Soares, do PCP, comentou que “não seria a primeira vez que um comunista sofreria no corpo e, mais precisamente, nas nádegas pelos seus ideais mas não nos parece o momento adequado para retomar tal prática.” Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, acusou Mota Amaral de “sadismo populista e reaccionário” enquanto que Isabel de Castro, dos Verdes, se mostrou favorável à iniciativa “até porque seria a única maneira de me darem alguma atenção.” Nuno Melo, do grupo parlamentar do CDS-PP também considerou a proposta de Mota Amaral aceitável “mas só se eu puder açoitar os rabos dos comunistas com as minhas próprias mãos.”

A outra proposta apresentada, a de ferver em azeite os deputados que usem indevidamente fundos públicos, por enquanto, apenas têm o apoio das associações de olivicultores.

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