Inépcia: s.f. (do latim "ineptia") 1-Falta de aptidão ou habilidade. 2-Imbecilidade 3-Acto ou dito absurdo.
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Contingente da GNR no Iraque preocupado com segurança rodoviária

Emílio Nuvem

Os 128 militares do subagrupamento Alfa, destacamento da GNR estacionado em Nassiriah, no sul do Iraque, preparam-se para dar início à operação "Natal 2004". "Todos os homens se encontram entusiasmados com a possibilidade de realização de operações stop". Quem o afima é o comandante da força portuguesa, major António Oliveira que, em declarações exclusivas à Inépcia, revela alguns pormenores da operação: "Vamos concentrar-nos nas zonas de acesso à mesquita que fica aqui ao pé do quartel, nomeadamente no passeio que fica mesmo encostado ao muro das nossas instalações. Assim, quando os indivíduos saírem da missa deles, apanhamo-los logo e obrigamos os gajos a soprar para o balãozinho", afirmou, orgulhoso. "Vamos caçá-los a todos!"

Questionado sobre o porquê de um único local para as operações de fiscalização, o major Oliveira respondeu: "Sabe, os italianos não nos deixam ir muito longe, porque não temos equipamento. Se ficarmos no passeio, eles podem ficar em cima do muro do aquartelamento e, assim, sempre nos estão a ver." Para garantir o sucesso desta operação, foi decretada "tolerância zero" num raio de cinquenta metros em torno da porta da mesquita fronteira ao quartel da brigada italiana onde ficaram instalados os portugueses.

Para além do controlo do consumo de álcool, os militares portugueses contam igualmente fiscalizar as condições de circulação dos veículos abordados, bem como a legalidade dos seus condutores. "Não se admite que andem por aí carroças sem iluminação em condições. E depois, ainda ontem passou aqui à frente do quartel um puto, que não devia ter mais que oito anos, a conduzir um carrinho-de-mão de entulho. Eu pergunto: e se há um acidente, quem é o responsável? E o miúdo, tem seguro? Tem carta? Nós vamos mas é pôr ordem nesta rebaldaria." afirmou ainda o major Oliveira.

O facto de a religião muçulmana proibir o consumo de bebidas alcoólicas não desanima o major da GNR: "Estamos fartos dessas desculpas esfarrapadas. Quando apanhamos um prevaricador é sempre a mesma história: «Ó xor guarda, eu só bebi uma imperialzinha para empurrar a sandes de coiratos», e coisital. Mas os soldados da Guarda que vieram para o Iraque têm anos de experiência nessas situações e estarão à altura do desafio. Só vão ter é que se adaptar às desculpas locais. Se calhar, por estas bandas a sandes não é de coiratos mas de torresmo de camelo..."
Os condutores dos três carros que, depois dos bombardeamentos, ainda circulam naquela cidade iraquiana, já afirmaram que, por vias das dúvidas, vão evitar aquela estrada.

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